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segunda-feira, 15 de julho de 2013

FELIPENSES


Carta de Paulo aos Filipenses
INTRODUÇÃO
Esta epistola curta e simples é naturalmente um carta e não um tratado formal, ou um documento filosófico teológico, como diz o Bispo de Lightfoot, que é a carta menos dogmática das cartas do apóstolo. Ele é mais prática do que teológica, corretiva do que informativa; uma carta de apreciação e exortação cristã. Toda ela é naturalmente recheada com doutrina cristã prática. As falhas que ela corrige foram mais incipiente que estabelecidas – conflitos, vanglorias, autoestima inadequada, desunião, murmurações e debates, pecados humanos bem comuns. Paulo sabe como as lições são duras; os Filipenses precisavam mais do que preceitos; eles tinham necessidades de um exemplo elevado, constrangedor e assim entra na carta esse paragrafo teológico único e esplêndido que começa com as palavras: “tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” (2:5-11).
I) A CIDADE DE FILIPOS E SUA HISTORIA.
Filipos era a capital da província romana chamada Macedônia, localizada em território que hoje pertence à Grécia. Seu nome significa "pertencente a Filipe". A cidade foi fundada por Filipe II, pai de Alexandre Magno, em 358 a.C. Foi construída na aldeia de Krenides em Trácia e serviu como um centro militar significativo. Quando Roma conquistou a área duzentos anos mais tarde, Filipos se tornou a principal cidade na Macedônia, um dos quatro distritos romanos do que é hoje conhecido como a Grécia. Lá, aconteceu a famosa batalha entre os exércitos de Brutus e Cassius e aqueles de Otávio e Marco Antônio (42 a.C.). A vitória de Otávio levou ao estabelecimento do Império Romano, e ele é lembrado pelo nome sob o qual governou aquele império — Augustus. Filipos floresceu como uma cidade colonial no Império Romano; é a única cidade romana chamada de ‘colônia’ no Novo Testamento (At 16.12). 
Muitos veteranos de guerras romanas, particularmente do conflito mais antigo entre Antônio e Otávio, povoaram este lugar, tendo recebido porções de terras por seu serviço a Roma. A cidade teve orgulho deste estado como uma colônia romana, desfrutando dos privilégios de isenção de impostos. Promoveu o latim como sua língua oficial e modelou muitas de suas instituições segundo as de Roma (por exemplo, o governo cívico). Os magistrados que Paulo e seus companheiros encontraram primeiro em Atos 16 trouxeram o título honorário de ‘pretores’. O sentimento de orgulho dos filipenses é evidente em Atos 16.21, onde vários cidadãos se referem a si mesmos como ‘Romanos’ Era importante devido à sua localização junto à principal estrada que cortava a Macedônia no sentido Leste-Oeste, servindo de caminho entre a Ásia e Roma. Além disso, a cidade possuía minas de ouro e prata, por isso era um importante centro mercantil.
O apóstolo Paulo visita Filipos pela primeira vez, por ocasião de sua Segunda viagem missionária, como descrito em Atos16. A visão que Paulo teve em Troas, era Deus convocando o apóstolo a passar ao continente europeu, dando-se ali, em Filipos, as primeiras conversões na Europa e, por isso, Filipos tem sido chamada o "berço do cristianismo europeu". Filipos foi à porta de entrada do Evangelho na Europa. Eram frequentes os cultos às divindades romanas, como Júpiter, Juno e Marte, e à antigos deuses italianos.
2) A IGREJA DE FILIPOS.
Por volta do ano 52 d.C., aproximadamente, Paulo empreendeu sua segunda viagem missionária acompanhado por dois outros companheiros, Silas e Timóteo (At 15.40; 16.1-3). Tudo indica que Lucas fazia parte dessa comitiva pelo uso da terceira pessoa do plural em Atos 16.11-13. De início, Paulo e seus companheiros dirigiam-se à sinagoga dos judeus da cidade com o fim de encontrar judeus com os quais pudesse falar sobre a nova doutrina. Como não havia uma sinagoga, Paulo dirigiu-se a um lugar público e informal onde homens e mulheres faziam orações e discutiam sobre religião. A história da missão de Paulo e seus companheiros em Filipos ganha importância conforme o relato de Atos 16. A igreja de Filipos, foi a primeira igreja levantada em solo Europeu, Os primeiros registros de pessoas que aceitaram a Cristo, inicialmente, foram três: Lídia, uma mulher comerciante que negociava com púrpura e tintura da cidade de Tiatira (At 16.14); a jovem endemoninhada que foi liberta de um espírito maligno (At 16.16-18); e a família toda do carcereiro da cidade (At 16.23-33). Lídia era da Ásia, a jovem endemoninhada era grega e o carcereiro era cidadão romano. 
Naturalmente, outras pessoas aderiram à mensagem do evangelho pregada por Paulo, formando um grupo de cristãos na cidade. Lídia como uma boa cristã temente a Deus, recrutou os cristãos que ali se convertia para se congregarem na sua própria casa, foi aonde começou a primeira igreja nesta cidade (At 16:14,15,40). Nesta cidade foi também onde Paulo operou um milagre na vida de uma mulher, quando expulsou um demônio de uma jovem adivinhadora (Atos 16:16-19). A igreja de Filipos surge em meio às tribulações entre os anos (51 a 52 d.C.) “A porta que Deus abre nem sempre nos conduz por um caminho fácil, porém nos conduz para um destino vitorioso” (Hernandes Dias Lopes). Sem dúvida, uma notável característica de Filipenses é o destaque que o apóstolo dá ao gozo reinante no seu coração, apesar de estar ele em circunstâncias humanas tão tristes na prisão. Só Deus pode, pelo Seu Espírito, colocar "alegria" no coração de Seus servos em "qualquer tempo" e sob "quaisquer circunstâncias".
O apóstolo não só nos mostra o que é ser crente no mundo, mas, também, revela-nos que precisamos, para tanto, ter “o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus” e, deste modo, traz-nos a preciosa descrição da chamada “kenosis” de Cristo (Fp.2:5-11), ou seja, de todo o Seu esvaziamento da glória divina para Se humanizar e ir obediente até a morte, e morte de cruz, a fim de que pudesse, então, ser exaltado sobre todo o nome, mesmo trajeto que cada cristão deverá seguir, ou seja, o de se sofrer a mais completa humilhação nesta Terra para alcançar, com o Senhor, a cidade celestial, onde participaremos da glória divina para todo o sempre. Aleluia!
- A epístola aos Filipenses é o 50º livro da Bíblia e, segundo Finis Jennings Dake (1902-1987), tem 4 capítulos, 104 versículos, 1 pergunta, 96 versículos de história e 5 versículos de profecias não cumpridas. Segundo alguns estudiosos da Bíblia, a epístola de Paulo aos Filipenses está relacionada com a letra hebraica “vav” (ו), cujo significado é “colchete” e que é utilizado como prefixo na língua hebraica que tem o valor da conjunção “e”, sendo, portanto, um conectivo e o livro de Filipenses estaria a indicar o “conectivo” ou “conectividade” entre Deus e os homens, Cristo Jesus, que é revelado, de forma singular, nesta carta, como Aquele que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas, assumindo a forma de homem, humilhou-Se até a morte e morte de cruz.
- Neste sentido, ao relatar o que é a vida cristã e, logicamente, pôr a Cristo Jesus como exemplo desta vida cristã, através da Sua “kenosis”, da Sua humilhação, a carta de Paulo aos filipenses convida-nos, como diz o subtítulo deste trimestre, a sermos imitadores da humildade de Cristo, a saber, que é nesta humilhação que se encontra a essência da própria vida cristã.
3) A DATA DA CARTA E AUTORIA.
A autoria da carta é o próprio Paulo com o apoio de Timóteo o seu filho na fé. O nome de Timóteo aparece juntamente como o de Paulo logo na introdução da epístola (1:1). O fato de que Paulo teve a ajuda de Timóteo, pode ter sido por causa de que a saúde de Paulo não estava boa, e por este motivo fazia que Paulo dependesse de ajuda que auxiliasse nos seus escritos, portanto de quem estava com ele, que era Timóteo. Quando Paulo escreve a carta? já estamos no ano 61 a 63 d.C. (Atos 28). As epístolas da prisão são: Efésios, Filipenses, Colossenses, e Filemom. Ao escrever a carta aos Filipenses, Paulo está provavelmente preso em Roma (ou Éfeso). A epístola foi escrita, provavelmente, entre 61 e 63 d.C.
4) TEMA DO LIVRO.
4.1. Alegria de viver por Cristo: a pesar das tribulações que Paulo enfrentara por causa da sua fé em Cristo, como açoites, prisões, e até apedrejamentos, mas tudo isto pra Paulo era uma para glória de Deus, então valia apena, em nem um momento Paulo ficou abatido por causa destas coisas, pelo contrario, para ele era uma satisfação, uma alegria para ele, sofrer pelo seu mestre que morreu no seu lugar: “Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho. Mas, se o viver na carne me der fruto da minha obra, não sei então o que deva escolher. Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir, e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor. Mas julgo mais necessário, por amor de vós, ficar na carne”. (Fp 1:21-24).
5) DESTINATÁRIO DA CARTA.
Esta carta foi enviada, ou direcionada a dois grupos de pessoas dentro da igreja de Filipos, a saber:
5.1. Aos santos: Paulo chama os cristãos da igreja de Filipos de santos (1:1). Isto é, aqueles que foram salvos e separados, por Deus, para viver uma nova vida em Cristo. Este era o tratamento comum dispensados aos cristão por Paulo ás igrejas (Rm 1:7; 1Co 1:2). Quando Paulo se refere aos santos em Cristo, isto quer dizer que Paulo estar usando uma ilustração intima entre os cristãos e o Cristo de Deus, semelhante ao recurso que o próprio Jesus usa, quando se refere em uma ilustração da “videira e os ramos” (Jo 15:1-7).
5.2. Aos Bispos e Diáconos: A distinção entre bispos e diáconos, expressa a preocupação do apostolo Paulo quanto á liderança da igreja(v1). O modelo de liderança adotado pelas igrejas do primeiro século funcionava da seguinte maneira: os “bispos” os quais eram responsáveis pelas necessidades espirituais da igreja local e os “diáconos” os quais eram responsáveis pelo serviço da igreja, sob a supervisão dos bispos. 
6) AS CIRCUNSTÂNCIAS DA CARTA.
Essa é uma carta foi escrita da prisão. Paulo esteve preso três vezes: em Filipos (At 16.23), em Jerusalém e Cesaréia (At 21.27–23.31) e finalmente em Roma (At 28.30,31) – De onde escreveu a carta aos Filipenses. Referência à guarda pretoriana em 1:13, poderia a plicar-se tanto a Cesaréia quanto a Roma, e a Jerusalém, por ser este território aos domínios dos romanos (Mt 27:27); mas a menção da “casa de César” em (4:22), certamente indica Roma, assim como o relato da pregação em (1:14-18) e da esperança de Paulo quanto a uma rápida libertação (1:19;2:24). 
7) O PROPÓSITO DA CARTA.
Paulo escreveu a Carta aos Filipenses com dois propósitos em mente, os tais propósito, iriam fazer a diferença se fossem colocados em práticas:
7.1) Para agradecer à igreja de Filipos sua generosidade.
Essa é uma carta de gratidão à igreja pelo seu envolvimento com o apóstolo em suas necessidades. Essa igreja foi a única que se associou a Paulo desde o início para sustentá-lo (4.15). Enquanto Paulo esteve em Tessalônica, eles enviaram sustento para ele duas vezes (4.16). Enquanto Paulo esteve em Corinto, a igreja de Filipos o socorreu financeiramente (2Co 11.8,9). Quando Paulo esteve preso em Roma, a igreja de Filipos enviou a ele Epafrodito com donativos e para lhe prestar assistência na prisão (4.18). Quando Paulo foi para Jerusalém depois da sua terceira viagem missionária, aquela igreja levantou ofertas generosas e sacrificais para atender os pobres da Judéia (2Co 8.1-5).
7.2) Para alertar a igreja sobre os perigos que estava enfrentando.
A igreja de Filipos enfrentava dois sérios problemas: um interno e outro externo, os quais estavam deixando a igreja enferma.
1º) Primeiro Perigo, A quebra da comunhão: A desunião dos crentes era um pecado que atacava o coração da igreja. Era uma arma destruidora que estava roubando a eficácia da igreja diante do mundo.
* Presunção e Partidarismo (2.3): Paulo não somente advertiu os crentes de Filipos acerca de erros doutrinários (3.1-19), mas também acerca dos problemas de relacionamento (4.2,3). A desarmonia entre dois membros da igreja não era um problema de pequena monta para o apóstolo. Evódia e Síntique eram duas irmãs que ocupavam posição de liderança na igreja, que havia se esforçado com Paulo no evangelho e cujos nomes estavam escrito no livro da vida, mas, agora, estavam em desacordo na igreja. Elas tinham nomes bonitos (Evódia significa “doce fragrância” e Síntique “boa sorte”), mas estavam vivendo de maneira repreensível.
Em vez de buscar os interesses de cristo e da igreja, estavam lutando por causas pessoais. Estavam colocando o eu acima do outro. Em vez de seguir o exemplo de cristo e de seus consagrados servos (2.5,17,20,30) estavam copiando aqueles que trabalhavam por vanglória e partidarismo (2.3,4). F. F. Bruce diz que o desacordo entre essas duas irmãs, não importando sua natureza, representava uma ameaça à unidade da igreja, como um todo. 
* Egoísmo (2.4,21): Egoísmo é um sentimento onde só os interesses próprios são valorizados, e onde o amor é direcionado só para si mesmo. A Bíblia condena esse mal, sendo que Paulo em Romanos 2:8 afirma que Deus fará cair Sua ira e o Seu castigo sobre os egoístas! Mas qual é especificamente essa ira e castigo? É um lugar no Lago de Fogo, onde eternamente passarão a sofrer. É preciso ver que o egoísmo não é só um sentimento ruim, mas sim uma armadilha satânica para nos desviar de Deus! Por mais que a nossa própria vida seja importante, ainda não é digna de ser adorada e/ou idolatrada! O egoísmo é sim, uma idolatria; uma adoração própria. O egoísta se retrai, e passa a se ver como o centro do Universo.
* Reclamação ou murmuração (2.14): "Fazei todas as coisas sem murmurações nem contendas." (Filipenses 2:14). No mundo as pessoas são estimuladas a reclamar, fazer greves, reivindicar direitos etc... Na igreja o conselho é outro; Fazei todas as coisas sem murmurações nem contendas. Murmuração e seus derivados aparecem quarenta vezes na bíblia. O numero quarenta representa o limite máximo que o homem pode suportar, portanto a murmuração é um pecado comum e grave entre o povo de Deus. Havia um espírito individualista e elitista em alguns membros da igreja de Filipos que colocava em risco a harmonia na igreja. Havia partidarismo e vanglória. Havia falta de comunhão entre os crentes.
2º) Segundo Perigo, A heresia doutrinária: A igreja estava sob ataque também pelo perigo dos falsos mestres (3.2). O judaísmo e o perfeccionismo atacavam a igreja. (Judaizantes). Eles se gloriavam na “carne”, se orgulhavam de suas vantagens, especialmente de seu conhecimento de Deus; a justiça deles era baseada na lei (3.9). Os pregadores judaizantes que depositavam a salvação nos costumes passageiros e na observação da Lei (3.2-11), como se esses elementos tivessem algum valor espiritual para conter os impulsos da carne (Cl 2.23).
Em sua Epístola aos Filipenses, o apóstolo Paulo mostra com vigor que a salvação não depende de observar a lei judaica e as suas tradições, mas apenas de Jesus Cristo, o Senhor Jesus é tanto o início como o fim da Lei. Ele é a própria Lei: “Misericórdia quero e não sacrifício” (Mateus 12.7). Paulo os chama de adversários (1.28) e Inimigos da cruz de Cristo (3.18).
8) O CONTEÚDO DA CARTA.
A carta de Paulo aos Filipenses, tem um conteúdo bastante prático, para uma boa convivência entre os irmãos desta referida igreja, se forem assimilados por nós, também nas nossas vidas, esses conteúdos também mostra os quatros aspectos de Cristo:
8.1. Cristo nossa vida (1:21): Paulo mostra a verdade que Cristo é a verdadeira vida do crente. Se ele for realmente isso, qual a primeira evidência que ele deve mostrar?
a) Ter o os mesmos sentimento de Jesus (1:8): Os sentimentos de Jesus era voltado em duas vertentes: 1) era de obediência total ao Pai; o qual foi até as ultimas consequências, a morrer na cruz, que era este propósito; 2) amor total, de ir até a morte pela humanidade (Jo 3:16). Temos que ter este mesmo sentimento como nos exorta Paulo, de total obediência a Deus e expressarmos em ações o amor fraternal para com o próximo (Jo 13:34, 35). Mandamento esse, que o apóstolo João assimilou muito bem e reforçou dizendo: “Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?”(1Jo 4:20). Isto quer dizer que, se não amarmos o nosso irmão, mesmo que diga que ama a Deus, este estar mentindo, pois na verdade não ama a Deus coisíssima alguma.
b) Ter os mesmos interesses que Cristo (1:12-18): Podemos observar que os interesses de Jesus, era em torno da vontade do seu Pai, totalmente dedicado a obra redentora comissionada pelo seu Pai, esse era o interesse primordial de Cristo. Nós que somos seus servos, temos que ter esse mesmos interesses, sermos voltados e dedicados a obra de deus.
c) O Espirito de Cristo é transmitido ao crente (1:19): O espirito é a parte mais interna, que quer dizer que, a parte mais intima de Cristo é transmitido aos cristãos, fazendo com que seus motivos e alvos tornam-se nossos.
d) Cristo transforma o foco supremo do cristão (1:20): Isso quer dizer que, o foco do cristão cujo viver é pra fazer a vontade de Deus, o seu foco é unicamente nas coisas inerente a Deus.
e) Conduta irrepreensível (1:27): Vivendo a realidade desta verdade, de Cristo na sua vida, este tipo de viver, promove no crente um entusiasmo de viver uma conduta de vida, ou um padrão de vida, de conformidade com a vontade de Deus, redundando isto um impacto positivo na sociedade que vive, com isto, o bom testemunho, será como uma árvore frondosa, o qual atraem para se peregrinos cansados, a procura de um repouso, um alivio, é então que verão que tudo isto é Jesus que faz, e glorificaram a Deus, veja: “Eu te glorifiquei na terra, completando a obra que me deste para fazer” (Jo 17:4).
8.2. Cristo nossa mente (vv 5 – 8): Paulo nos exorta ater a mente de Cristo (2:1,2). Ter a mente de Cristo é pensar como Jesus pensava, Jesus pensava só na Palavra, Ele vivia, pensava e agia de acordo com a Palavra de Deus. Se o Apostolo Paulo afirmou tal fato, é porque todos nós Cristãos podemos e temos que ter a mente de Cristo, pois esta é a vontade de Deus para todos os filhos Dele. Ter a mente de Cristo não exige sacrifício nosso, pelo contrário é um prazer para nós, pois isto se adquire tendo intimidade com o Senhor, e esta intimidade vem através da nossa entrega total as coisas de Deus (1Co 2:16). Sobre a mente de Cristo Paulo faz alguns relatos e a presenta informações muito produtivas para colocarmos em praticas:
a) A manifestação da mente de Cristo através do crente (2:3,4): “Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo. Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros. De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus”, (Fp 2:3-5). Este é a expressão natural e inevitável da mente de Cristo no crente quando a vida dele não é impedida, pelo pecado. Tudo que ele faz, é uma atitude natural, e não para disputar com ninguém, como existiam nesta igreja (1:15,16).
b) A exposição da mente de Cristo (2:5-8): Paulo mostra claramente que na mente de Cristo tinha uma coisa, primordial que ele trouxe o qual desenvolveu no seu ministério, o qual traz a chave do viro que é “humilhação”, o sEu ministério não era de alto exaltação, mas de humilhação o qual mostrou a gloria moral do Senhor, como também foi o porque das suas grandes vitorias e sucessos. Podemos neste texto ver seis passos que Jesus deu, o qual ele nos ensina a trilhar:
1°. Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus: A palavra forma do grego “Morphe” denota “a forma ou traço especial ou característico de uma pessoa ou coisa. É usado com significado particular no Novo Testamento, somente acerca de Cristo, em Fp 2.6,7, nas frases: “Sendo em forma de deus” e “tomando a forma de servo”. Definição excelente da palavra é a que Gifford oferece:” O termo morphe é, portanto, a natureza ou a essência, não no abstrato, mas como subsistindo na verdade no indivíduo, e retido, contanto que o indivíduo exista. Assim, na passagem diante de nos “morphe theou” [forma de Deus] é, de fato, a natureza divina e inseparavelmente subsistente na Pessoa de Cristo. Quanto à interpretação da expressão “forma de Deus”, é suficiente dizer que: (1) inclui toda a natureza e essência da deidade, e é inseparável delas, visto que não podem ter existência real sem ela: e (2) que não inclui em si mesma qualquer coisa acidental ou separável, como determinadas maneiras de manifestação ou condições de glória e majestade, as quais podem, numa ocasião, estar presas à forma; e em outra, separada dela.
O verdadeiro significado de “morphe” na expressão “forma de Deus” é confirmada por seu reaparecimento na expressão correspondente, “forma de servo”. É universalmente aceito que as duas frases são diretamente antitéticas e que, portanto, a palavra “forma” tem de ter o mesmo sentido em ambas (extraído de On The incarnation, de Gifford, pp. 16, 19, 39). A definição acima se aplica a seu uso em Mc 16.12, quanto aos modos particulares nos quais o Senhor se manifestou. “O texto quer dizer que o Senhor Jesus, embora sendo Deus, não se utilizou das prerrogativas da divindade em Seu ministério, e mesmo que fizesse uso delas, não consideraria uma usurpação” (Comentários da Bíblia Apologética).
a) Sendo em forma de Deus: “Jesus sempre foi Deus pela sua própria natureza e igual ao Pai antes, durante e depois da sua permanência na terra (ver Jo 1,1. 8.58; 17.24; Cl 1.15, 17; Jo 20.28). Cristo, no entanto, não se apegou aos seus direitos divinos, mas abriu mão de seus privilégios e glória no céu, a fim de que nós, na terra, fôssemos salvos”.
2°. Mas esvaziou-se a si mesmo: Jesus como Adão, é feito a imagem de Deus ou Ele carrega a forma de Deus de forma única? A frase no grego: “ook harpagmon to einai isa theõ” que quer dizer: ele não considerou a igualdade com Deus, algo a ser definido em benefício próprio. Mas a frase “esvaziou-se” a si mesmo do grego “morphen doulou labõ” significa (tomou a forma de servo) então este termo quer dizer que: Jesus tomou algo que não possuía, a saber, a sua humanidade, assim Jesus como Deus esvazio-se a si mesmo, mas o que é esse esvaziar? A palavra “esvaziar” do grego “kenõsis” ou “kenoõ” significa que Jesus se despojou de seus atributos divinos, isto é, deixou de lado sua glória celestial (Jo 17.4), posição (Jo 5.30; Hb 5.8), riquezas (2 Co 8.9, direitos (Lc 22.27; Mt 20.28) e o uso de prerrogativas divinas (Jo 5.19; 8.28; 14.10). Esse “esvaziar-se” importava não somente em restrição voluntária de seus atributos e privilégio divinos, mas também na aceitação do sofrimento, da incompreensão, dos maus tratos, do ódio e, finalmente, da morte de maldição na cruz”. mas o texto não fala nada de deixar algo para traz; antes, o esvaziar denota assumir uma condição nova e mais humilde. 
3°. Tomando a forma de servo: Jesus esvaziou-se tomando a forma de servo do grego “kyrios”. È uma subtração pelo acréscimo de humildade e seu compromisso de refletir o amor divino exigiram que Jesus assumisse a causa redentora e se tornasse um homem que sofreu e morreu obedecendo o seu pai (Rm 5:6-8). “Para trechos da Bíblia que tratam de Cristo assumindo a forma de servo, ver Mc 13.32; Lc 2.40-52; Rm 8.3; 2 Co 8.9; Hb 2.7,14. Embora permanecesse em tudo divino, Cristo tomou sobre si uma natureza humana com suas tentações, humilhações e fraquezas, porém sem pecado (Hb 4.15)” (Comentários da Bíblia de Estudo Pentecostal). Missão que Ele já sabia e o aceitou (Mc 10:45). 
4°. Fazendo-se semelhante aos homens: Nesta obediência ao pai em relação a sua missão ele o verbo o próprio Deus se fez carne, pelo o seu nascimento, fez-se semelhante aos homens (Jo 1:14; Gl 4;4). Isto quer dizer que Cristo renunciou voluntariamente a glória perfeita que possuía no céu (Jo 17:5) e a tudo aquilo que Ele na sua glória podia gozar, para ser o redentor da humanidade, sujeita as limitações de um ser humano. Se identificando assim com os homens, carregando nossas iniquidades e enfermidades, podemos assim, nos aproximar do trono da sua graça, pois sabemos que Ele sente os nossos problemas e compadece de nós (Hb 4:15,16).
5°. humilhou-se a si mesmo: Jesus é o grande ensinador da humildade verdadeira. Veja o Senhor tomando um toalha e secando os pés de seus discípulos! Seguidor de Jesus, você tem se humilhado? Contemple-O como o. Servo dos servos e, com certeza, você não será orgulhoso. A afirmativa "a si mesmo se humilhou" nos oferece um sumário da vida de Jesus na terra. Inicialmente, Ele se despiu da veste de honra e, depois, de outras vestes, até que, em nudez, foi pregado na cruz. Ali, Ele esvaziou o seu homem mais íntimo, derramando o seu sangue de vida, dando-se a Si mesmo por nós. Por fim, eles O colocaram em um sepulcro emprestado. A que condição tão humilde nosso querido Redentor foi trazido! Como, então, podemos nós ser orgulhosos?
6°. Sendo obediente até à morte, e morte de cruz: Para pagar o resgate por nós. Entenda, você tinha um débito com Deus muito alto, o qual não poderia ser pago em dinheiro, nem com sacrifícios, mas com a própria vida. Por isso diferente de qualquer tipo de resgate que pudesse haver Deus mesmo decidiu pagar por você a dívida que você devia a Ele. Ele deu seu filho em seu resgate e o Filho de Deus aceitou morrer no seu lugar para que você pudesse ter vida eterna. ‘Porque o Filho do Homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos' (Marcos 10.45 Revista e Corrigida) Jesus é o teu resgate. Mas o que significa o resgate que Jesus fez? Significa que ele nos redimiu, estamos livres da divida, pois ela já foi paga. Se Cristo fosse só homem ou só Deus, seu sacrifício não seria perfeito. Somente um verdadeiro ser humano, plenamente justo, poderia morrer por todos os demais para salvá-los (Rm 5.18-19). Porém, não havia um justo sequer (Rm 3.10,23). Somente Deus é plenamente justo. Portanto, Deus teve que se fazer homem, ser tentado e vencer, e morrer na cruz como propiciação pelos nossos pecados, para que a Salvação fosse possível ( Jo 1.1-5,9-14;3.16,17; Rm 5.12,15).
Para termos sucessos em nossas vidas, precisamos trilhar estes mesmo caminho que Jesus trilhou nos dando exemplo, Jesus disse: Marcos 8.34, descreve que Jesus Cristo chamando a si a multidão, com os seus discípulos, disse-lhes: “Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me”. Quem tem a mente de Cristo pensa e age como Ele, a não querer ser maior do que o próximo (2:3-8). Quais as qualidades de quem tem a mente de Cristo?
* Serenidade.
* Inocência.
* Humildade.
* Altruísmo.
Esta é a cura real para o partidarismo e para os conflitos nas igrejas. Você tem estar qualidades? Então você tem a mente de Cristo, se não, então você não tem, mas procure a ter para você se ligar com Cristo.
8.3. Cristo nosso alvo (3:14): para Paulo chegar a este estágio de prosseguir sem se desviar do seu alvo, ele primeiro teve que se desligar totalmente do seu passado (3:13). Se Jesus e a salvação era o seu alvo primordial e o que unicamente lhe interessava, então as outras coisas nada tinha valor para Paulo, a ponto dele se apegar e desviar o seu objetivo, primordial. Durante a sua vida de crente Paulo no final da sua morte ele diz: “Porque eu já estou sendo oferecido por aspersão de sacrifício, e o tempo da minha partida está próximo. Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda” (2Timóteo 4:6-8). Paulo da este tipo de ensinamento por que existiam alguns que não tinha Jesus como o seu alvo, mas as coisas secundarias que não tinha nem um valor espiritual (3:18,19).
Enquanto o nosso alhar e os nossos objetivos estiver fitos e firmados em Cristo Jesus, não corremos perigo de naufragar, tomamos como exemplo de Pedro: "Senhor", disse Pedro, "se és tu, manda-me ir ao teu encontro por sobre as águas". "Venha", respondeu ele. Então Pedro saiu do barco, andou sobre as águas e foi na direção de Jesus. Mas, quando reparou no vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: "Senhor, salva-me!" Imediatamente Jesus estendeu a mão e o segurou. E disse: "Homem de pequena fé, por que você duvidou?" (Mateus 14: 28- 31). A predamos, enquanto Pedro não olhava para as circunstâncias e sim pra Jesus, ele não se afundou, mas quando ele olha para as circunstâncias ele começa a se afundar. Mas quando chamamos por Ele então Ele pega pelas nossas mãos e nos segura e nos protege.
8.4. Cristo nosso força (4:13): Neste tema, podemos ver uma frase muito conhecida por todos e interpretada diferente "Tudo posso naquele que me fortalece". Esta passagem tem sido entendida por muitos Cristãos como uma afirmação geral de que realmente “tudo” podemos fazer. Como sempre é necessário observar o contexto da passagem. O contexto imediato (Fil 4:10-20) indica que Paulo está tratando de necessidades pessoais. Podemos ver isso quando ele usa frases e termos como “pobreza” (v. 11) “fartura e fome”; “abundância e escassez” (v. 12); “dar e receber” (v. 15) e “necessidades” (vv. 16 e 19). Todas estas palavras e frases tratam de necessidades físicas e imediatas como comida e moradia. Ele pessoalmente passou por necessidades nestas áreas e está mostrando como Cristo lhe deu força para enfrentá-las.
Paulo poderia, de repente, sair deste contexto para formalizar uma afirmação sobre todas as necessidades em geral. Ou, como alguns entendem pela frase isolada, ele poderia dizer que, por meio de Cristo, consegue realizar de tudo. Mas, sendo que o contexto imediato é satisfatório, e que não há evidência clara dele ter intencionado uma afirmação mais geral, devemos concluir que o ponto dele neste versículo é de que, dentro das necessidades pessoais (embora estas necessidades sejam enormes), com Cristo, ele terá tudo que precisa para lidar com elas.
a) Como Paulo usava “tudo”: Ajuda-nos a entender que Paulo, como autores e oradores modernos, às vezes usava o adjetivo “tudo” (gr. panta de pas) para se referir à maior parte ou à maioria de uma categoria, sem necessariamente se referir a algo em sua totalidade. Podemos ver este tipo de uso em passagens como 1 Cor. 9:22 “...Fiz-me tudo para com todos, com o fim de, por todos os modos, salvar alguns.” Paulo não quis dizer que havia se tornado absolutamente tudo para com toda a humanidade. O ponto dele foi de que ele se esforçou, negando seus próprios interesses e tendências, para influenciar todos aqueles com quem ele teve contato e oportunidade. 
De igual modo, ao dizer em Fp 4:13 “Tudo posso naquele que me fortalece”, Paulo não quis dizer “tudo” num sentido absoluto. O que ele quis dizer era que, de todas as coisas que havia passado que necessitavam de poder para enfrentar, como pobreza, fome, escassez e necessidades, Cristo supria toda esta força que ele precisava. É neste sentido que Paulo escreveu “Tudo posso naquele que me fortalece”. Pelo que já havia passado, Paulo tinha confiança, e quis passar esta mesma confiança aos Cristãos em Filipos, de que Cristo havia de suprir toda a força que eles precisavam, seja qual fosse a situação. É por isso que ele encoraja os Cristãos em Filipos com as palavras “E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades” (4:19).
CONCLUSÃO
As adversidades ministeriais na vida do apóstolo Paulo eram amenizadas na demonstração de amor das igrejas plantadas por ele. Ao longo deste trimestre, veremos o quanto à igreja de Filipos foi pastoreada por aquele que não media esforços nem limites para proclamar o Evangelho: o apóstolo Paulo. Mesmo aprisionado, o apóstolo Paulo, não media esforço para instruir aquela igreja, e que através dos seus ensinamentos, ele também nos ensina, que se quisermos ter uma vida vitoriosa, e abundante, temos que seguir os passos, ou seja, os exemplos de Cristo, assim como ele era. “Sede meus imitadores, como também eu de Cristo” (1 Coríntios 11:1).

O que motivou o apóstolo Paulo a escrever a epístola aos Filipenses?
Quais eram suas preocupações com a igreja de Filipos?
Quais as suas expectativas?

I) A CIDADE DE FILIPOS:

Filipos era a capital da província romana chamada Macedônia, localizada em território que hoje pertence à Grécia. Seu nome significa "pertencente a Filipe". A cidade foi fundada por Filipe, pai de Alexandre Magno, em 358 a.C. Era importante devido à sua localização junto à principal estrada que cortava a Macedônia no sentido leste-oeste, servindo de caminho entre a Ásia e Roma. Além disso, a cidade possuía minas de ouro e prata.

O apóstolo Paulo visita Filipos pela primeira vez, por ocasião de sua Segunda viagem missionária, como descrito em Atos 16. A visão que Paulo teve em Troas, era Deus convocando o apóstolo a passar ao continente europeu, dando-se ali, em Filipos, as primeiras conversões na Europa e, por isso, Filipos tem sido chamada o "berço do cristianismo europeu".

Filipos foi a porta de entrada do Evangelho na Europa
Eram frequentes os cultos às divindades romanas, como Júpiter, Juno e Marte, e à antigos deuses italianos.

Quando Paulo escreve a carta, já estamos no ano 61 a 63 d.C. (Atos 28)
As epístolas da prisão:
Efésios, Filipenses, Colossenses, e Filemom
Ao escrever a carta aos Filipenses, Paulo está provavelmente preso em Roma (ou Éfeso)
A espítola foi escrita, provavelmente, entre 60 e 63 d.C.

II) As peculiaridades da carta enviada à igreja de Filipos
A carta à igreja de Filipos é considerada a mais bela do Novo Testamento.
Ela transborda de alegria, generosidade e entusiasmo.
Destacamos alguns pontos:

1º) Quem foi o autor da carta?
 O apóstolo Paulo, corajoso missionário, ilustrado mestre, articulado apologista cristão e fundador da igreja de Filipos, é o remetente da carta.

2º) Onde e quando a carta foi escrita?
 Essa é uma carta da prisão. Paulo esteve preso três vezes: em Filipos (At 16.23), em Jerusalém e Cesaréia (At 21.27–23.31) e finalmente em Roma (At 28.30,31) – De onde escreveu a carta aos Filipenses.
A igreja de Filipos surge em meio às tribulações (51 a 52 d.C.)
“A porta que Deus abre nem sempre nos conduz por um caminho fácil, porém nos conduz para um destino vitorioso” (Hernandes Dias Lopes)
Sem dúvida, uma notável característica de Filipenses é o destaque que o apóstolo dá ao gozo reinante no seu coração, apesar de estar ele em circunstâncias humanas tão tristes na prisão. Só Deus pode, pelo Seu Espírito, colocar "alegria" no coração de Seus servos em "qualquer tempo" e sob "quaisquer circunstâncias".
3º) Por que Paulo escreveu esta carta?
 Paulo escreveu a Carta aos Filipenses com dois propósitos em mente:

a) Para agradecer à igreja de Filipos sua generosidade.
 Essa é uma carta de gratidão à igreja pelo seu envolvimento com o apóstolo em suas necessidades.

  • Essa igreja foi a única que se associou a Paulo desde o início para sustentá-lo (4.15).
  • Enquanto Paulo esteve em Tessalônica, eles enviaram sustento para ele duas vezes (4.16).
  • Enquanto Paulo esteve em Corinto, a igreja de Filipos o socorreu financeiramente (2Co 11.8,9).
  • Quando Paulo esteve preso em Roma, a igreja de Filipos enviou a ele Epafrodito com donativos e
  • para lhe prestar assistência na prisão (4.18).
  • Quando Paulo foi para Jerusalém depois da sua terceira viagem missionária, aquela igreja levantou
ofertas generosas e sacrificais para atender os pobres da Judéia (2Co 8.1-5).

b) Para alertar a igreja sobre os perigos que estava enfrentando.
A igreja de Filipos enfrentava dois sérios problemas: um interno e outro externo.

1º) Primeiro Perigo: A quebra da comunhão.

  • A desunião dos crentes era um pecado que atacava o coração da igreja.
  • Era uma arma destruidora que estava roubando a eficácia da igreja diante do mundo.
  • Presunção e Partidarismo (2.3)
  • Vaidosa superioridade (2.3)
  • Egoísmo (2.4)
  • Reclamação (2.14)

Havia um espírito individualista e elitista em alguns membros da igreja de Filipos que colocava
em risco a harmonia na igreja.
Havia partidarismo e vanglória. Havia falta de comunhão entre os crentes.

2º) Segundo Perigo: A heresia doutrinária.

  • A igreja estava sob ataque também pelo perigo dos falsos mestres (3.2).
  • O judaísmo e o perfeccionismo atacavam a igreja. (Judaizantes)
  • Eles se gloriavam na “carne”, se orgulhavam de suas vantagens, especialmente de seu conhecimento de Deus; a justiça deles era baseada na lei (3.9)

  • Paulo os chama de adversários (1.28)
  • Inimigos da cruz de Cristo (3.18)



sexta-feira, 12 de julho de 2013

ORAÇÃO FORTE??

A ORAÇÃO FORTE EXISTE?

Estamos sempre ouvindo alguns pregadores usando dessa expressão ORAÇÃO FORTE.  Mas, que oração forte é essa que não faz parte do Evangelho de Cristo? E o que não consta no Evangelho não é bíblico, e não sendo bíblico não poderá ser praticado porque é doutrina de homem, e está fora dos propósitos de Deus. Oração forte é uma linguagem herdada do espiritismo. Termo indutivo usado por pregadores, para dar credibilidade nos seus ministérios. Mas no Evangelho de Mateus 21.22, Jesus disse: Tudo o que pedirdes na oração, crendo, o recebereis. 

A Bíblia não menciona oração forte ou oração fraca, mas diz: Tudo o que pedirdes crendo o recebereis. Esta é a condição, a fé suficiente para a sua oração chegar aos ouvidos de Deus. Crer incondicionalmente de todo coração, que as mãos do Senhor estão voltadas para te abençoar, quando pedimos alguma coisa que seja da sua vontade.

Na carta Universal do Apóstolo Tiago 5.15, 16 diz: A oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará, e se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados. A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos. 

Podemos observar no início deste texto que Deus não ouve a pecadores, portanto, não basta ter compromisso com o dízimo, com campanhas, ou com o pastor da sua igreja, se não tiver despojado do velho homem pecador e revestido do novo nascimento de Cristo em seu coração, a sua fé será vã.

É indispensável o compromisso com o Senhor Jesus Cristo, pois no seu Evangelho, todos que recebiam curas, e libertações, o Senhor sempre lhes dizia: A tua fé te salvou. Não há referência alguma de Cristo dizendo: A tua fé te curou. Porque pela fé, vem a Graça do Senhor Jesus Cristo e a oferta da salvação para a vida eterna. Para isso Ele veio, não só para nos aliviar da opressão deste mundo, mas principalmente, buscar e salvar aquele que estava perdido. 

quarta-feira, 1 de maio de 2013

AS SETE PALAVRAS DA CRUZ

É importante ressaltar, que o Senhor nunca produziu Palavra alguma, se não fosse para perdoar, salvar e edificar, porque Ele não fala aleatoriamente ou apenas por falar. Em cada expressão há um fundamento, em cada Palavra um significado, é fiel e verdadeira, e não volta ao Pai vazia. Vamos meditar nas sãs Palavras do Senhor, e conhecer a sua verdade, para crescimento espiritual da Igreja edificada e membrada no Corpo de Cristo, pelo socorro do Espírito Santo de Deus.
A PRIMEIRA PALAVRA - Evangelho de Lucas 23.34: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.
          Enquanto que a lei de Moisés mandava amar ao próximo e aborrecer o inimigo, Jesus Cristo, pela sua infinita bondade, no momento da sua maior angústia teve a humildade de interceder ao Pai por aqueles que lhes afligia, dando-lhes a oportunidade de arrependimento para receber o perdão dos pecados e a esperança da salvação.
         Homem de dores, sacrifício vivo para remissão dos nossos pecados, foi humilhado das mais terríveis e diversas formas. Com todo poder para transformar o universo em minúsculas partículas, ou fazer desaparecer tudo repentinamente, não pediu vingança ao Pai, pediu que lhes perdoassem, deixando em si mesmo, o maior exemplo de bondade e humildade, porque SUBLIME É O PERDÃO.
         No Evangelho de João 3.17, disse Jesus: Deus enviou o seu Filho ao mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele.
         Em João 12.47 disse: E, se alguém ouvir as minhas palavras e não crer, eu não o julgo, porque eu vim não para julgar o mundo, mas para salvar o mundo.

CRISTO NOS ENSINA A PERDOAR
         Evangelho de Mateus 5.43 a 46, Jesus disse: Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste, porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos. Porque, se amardes os que vos amam, que recompensa tendes? Não fazem os publicanos também o mesmo?
          Evangelho de Lucas 6.27 a 29, Ele disse, mas a vós, que ouvis, digo: Amai a vossos inimigos , fazei bem aos que vos aborrecem, bendizei os que vos maldizem e orai pelos que vos caluniam.
          Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra; e ao que te houver tirado a capa, nem a túnica recuses. Ama, pois, a vossos inimigos, e fazei o bem, e emprestai, sem nada esperardes, será grande o vosso galardão, e sereis filhos do Altíssimo; porque Ele é benigno até para com os ingratos e maus. Sede, pois, misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso.
          Mateus 6.12, 14 e 15 diz: Pai perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas.
          O Senhor sonda os nossos corações, Ele sabe perfeitamente que prostrar-se diante do Pai e rogar-lhe o perdão, é algo relativamente fácil. Mas tirar a mágoa do coração, perdoar e não se lembrar mais, já não é tão simples assim. Por isso Ele, condicionou: se perdoarmos aos homens as suas ofensas, receberemos o perdão do Pai, porém, se não perdoarmos também não seremos perdoados. Porque SUBLIME É O PERDÃO.

A SEGUNDA PALAVRA - Evangelho de Lucas 23.43, disse Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.
          Para entendermos esta palavra, vamos começar pelo livro de Gênesis 3.6,7, onde o homem acabou perdendo a sua maior herança:  Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos, árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu. Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si.
          Gênesis 3.23, 24: O Senhor Deus, por isso, o lançou fora do jardim do Éden, a fim de lavrar a terra de que fora tomado. E, expulsou o homem, e pôs querubins ao oriente do jardim do Éden, e uma espada inflamada, que andava ao redor, para guardar o caminho da árvore da vida.
          Hebreus 12.16, 17: Esaú, por um bocado de manjar, vendeu o seu direito a primogenitura; e querendo ele ainda herdar a benção, foi rejeitado, porque não achou lugar de arrependimento, ainda que com lágrima o buscou. Esaú pecou, e quando veio o arrependimento, não achou lugar para alcançar o perdão, porque o pecado havia entrado no homem, e foram expulsos do paraíso, que Deus havia formado para o homem viver eternamente. O Senhor havia colocado anjos, vigiando o caminho da árvore da vida, que é o paraíso que Cristo prometeu ao homem que estava crucificado ao seu lado.
          Na carta aos Romanos 3.20, a palavra afirma que nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei, vem o conhecimento do pecado, fazendo-se necessário que o Senhor Deus entregasse o seu próprio filho a   habitar  entre nós, o qual deu a sua vida em sacrifício vivo numa cruz,  porque sem derramamento de sangue não haveria remissão dos pecados, o qual também  ressuscitou ao terceiro dia para a esperança da nossa salvação ( Romanos 4:25 ).
          E hoje, pela aspersão do seu sangue, achamos lugar de arrependimento porque Cristo levou sobre si o pecado do mundo inteiro (Isaias capítulo 53), abriu a porta do paraíso e nós, sendo inimigos de Deus, fomos reconciliados pela morte do seu filho, e, pelo seu sangue restabeleceu a paz entre Deus e o homem.
          Mateus 10.32: Disse Jesus: Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus.
          Romanos 10.9: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus Cristo, e com teu coração creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo.
          Lucas 5.31 e 32, Ele disse: Não necessitam de médico os que estão sãos, mas os enfermos. Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores ao arrependimento. E no livro de  Lucas 19.10, Jesus ainda disse: Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.

            A TERCEIRA PALAVRA – Evangelho de João 19.26 e  27, disse Jesus: Mulher, eis aí o teu filho. Eis aí a tua mãe, ele cuidará de ti.
           João 19.25  a 30: E junto à cruz de Jesus estava sua mãe, e a irmã de sua mãe, Maria de Cleofas, e Maria Madalena.
          Ora Jesus, vendo ali sua mãe, e o discípulo a quem Ele mais amava estava presente, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí a tua mãe. E desde àquela hora o discípulo a recebeu em sua casa.
          Nestas últimas palavras de Jesus estando na cruz, "Ele" evidenciou que o seu vínculo com Maria havia encerrado, porque a parte humana, a parte material de Jesus Cristo a qual Maria havia desenvolvido no seu ventre, havia sido morta em sacrifício vivo para remissão dos pecados de muitos. Porém, a parte espiritual que veio de Deus Pai, permanece viva porque Jesus Cristo ressuscitou com um corpo glorificado, o qual Maria não tinha mais nenhum vínculo. Foi elevado ao céu,  está sentado à direita do Pai e pelos pecadores intercede.
          Jesus disse ainda que o discípulo a quem Ele mais amava seria o seu filho, e Maria a sua mãe, isto porque ambos eram humanos, carnais; mas Jesus Cristo é Espírito, e o carnal não pode sobrepor o espiritual.
          João 3:6 - Disse Jesus: O que é nascido da carne é carne, o que é nascido do Espírito é espírito. Apesar de, a parte material de Jesus ter sido desenvolvida no ventre de Maria, Ele foi gerado pelo Espírito Santo, pela virtude do Altíssimo (Lucas 1.35). E o anjo ainda avisou Maria: Ele será chamado filho de Deus.
          O Senhor Jesus teve a preocupação de não deixar Maria desamparada, encarregou de cuidá-la a pessoa da sua maior confiança, o apóstolo a quem "Ele" mais amava. Criou entre eles o maior vínculo de amor fraterno entre os seres humanos, a relação mais harmoniosa, o amor maternal, para conforto de ambos. Podemos observar também que apesar do respeito que o Senhor Jesus Cristo tinha por Maria, pois era sem pecado, em nenhum momento, dentro do Evangelho, Jesus Cristo deu o tratamento de mãe para Maria, Ele sempre a tratava por mulher. Leia neste site A ABOMINÁVEL IDOLATRIA.

A QUARTA PALAVRA – Evangelho de Mateus 27.46, Jesus disse: Eli, Eli, lema sabactâni. Deus meu, Deus meu, porque me desamparastes?
          A palavra do Senhor, no livro de Isaias Capítulo 53:3 diz que Jesus Cristo era homem de dores. Tinha os nossos  sentimentos, sentia as mesmas dores, as nossas necessidades físicas, e sabia da grande aflição que havia de passar. Angustiou-se muito, mas não temeu, nem recuou, antes buscou conforto naquele que tem poder para todas as coisas.
          No Evangelho de Marcos 14.32 a 36 a palavra diz: E foram a um lugar chamado Getsêmane, e disse aos seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto eu oro. E tomou consigo Pedro, e a Tiago, e a João, e começou a ter pavor, e a angustiar-se.
          E disse-lhes: A minha alma está profundamente triste até a morte, Ficai aqui, e vigiai. E tendo ido a um pouco mais adiante, prostrou-se em terra e orou para que, se fosse possível, passasse dele àquela hora.
          E disse: Abba, Pai, todas as coisas te são possíveis, afasta de mim este cálice, não seja, porem, o que eu quero, mas o que tu queres.
          Lucas 22.40-44:  E, quando chegou aquele lugar, disse-lhes: Orai para que não entreis em tentação. E apartou-se deles cerca de um tiro de pedra, e pondo-se de joelhos, orava dizendo: Pai, se queres passa de mim este cálice, todavia não se faça a minha vontade, mas a tua . E apareceu-lhe um anjo do céu, que o confortava.
          E posto em agonia, orava mais intensamente. E o seu suor tornou-se grandes gotas de sangue, que corriam até o chão.
          O sofrimento era intenso, muita crueldade, algo terrível, estando Cristo dependurado, com uma coroa de espinhos cravada na cabeça, havia mais de três horas naquela cruz, sendo humilhado, escarnecido, açoitado. Levava sobre si todas as nossas dores, e angústias, o pecado do mundo inteiro pesava sobre Ele. Em dado momento clamou ao Pai dizendo: Deus meu, Deus meu, porque me desamparastes?
          O Salmista Davi, divinamente inspirado, já profetizava o grande sofrimento do Messias. Vejamos:
Salmos 22.1-15: Deus meu, Deus, porque me desamparastes? Por que te alongas das minhas palavras do meu bramido e não me auxilias?Todos os que me vêem zombam de mim, estendem os lábios e meneiam a cabeça, dizendo: Confiou no Senhor, que o livre, livre-o, pois nele tem prazer. Não te distancie de mim, pois a angústia está perto, e não há quem ajude. A minha força se secou como um caco, e a minha língua se pega ao meu paladar, e me puseste no pó da morte.
Salmos 42.5: Porque estás abatida ó minha alma, e por que te perturbas em mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei na salvação da sua presença.
            Salmos 143.4: O meu espírito se angustia em mim, e o meu coração em mim está desolado.
E na carta aos Hebreus 5.7 a 9: Cristo, nos dias da sua carne, oferecendo, com grande clamor e lágrimas, orações e súplicas ao que o podia livrar da morte, foi ouvido quanto ao que temia. Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu.
I Pedro 2.20-22: Porque, que glória é essa, se, pecando, sois esbofeteados e sofreis? Mas se, fazendo o bem, sois afligidos, e o sofreis, isso é agradável a Deus. Porque para isto sois chamados, pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas. O qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano.
Carta aos Romanos 6.6-8: Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. Porque apenas alguém morrerá por um justo, pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer. Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós sendo nós ainda pecadores. Apesar do sofrimento, em nenhum momento o Senhor Jesus Cristo recuou ou pensou em desistir, mas evidenciou o seu propósito com o Pai, pois sabia do grande gozo que lhe estava prometido.

A QUINTA PALAVRA - Evangelho de João 19.28: Disse Jesus: Tenho sede.
           Evangelho de João 19. 28, 29 a palavra diz: Depois, sabendo Jesus que já todas as coisas estavam terminadas, para que a Escritura se cumprisse, disse: Tenho sede. Estava, pois, ali um vaso cheio de vinagre. E encheram de vinagre uma esponja e, pondo-a num hissopo, lha chegaram à boca.

A PROFECIA DO SOFRIMENTO DO MESSIAS NO LIVRO DOS SALMOS
Salmos 69.3-21: Estou cansado de clamar; secou-se-me a garganta; os meus olhos desfalecem esperando o meu Deus. Aqueles que me aborrecem sem causa são mais do que os cabelos da minha cabeça; aqueles que procuram destruir-me sendo injustamente meus inimigos, são poderosos; então, restituí o que não furtei. Tu, ó Deus, bem conheces a minha insipiência; e os meus pecados não te são encobertos. Não sejam envergonhados por minha causa aqueles que esperam em ti, ó Senhor.
          Senhor dos Exércitos; não sejam confundidos por minha causa aqueles que te buscam, ó Deus de Israel. Porque por amor de ti tenho suportado afronta; a angustia cobriu o meu rosto. Tenho-me tornado como um estranho para com os meus irmãos, e um desconhecido para com os filhos de minha mãe. Pois o zelo da tua casa me devorou, e as afrontas dos que te afrontam caíram sobre mim.
Chorei, e castiguei com jejum a minha alma, mas até isto se me tornou em afrontas. Pus, por veste, um pano de saco e me fiz um provérbio para eles. Aqueles que se assentam à porta falam contra mim; sou a canção dos bebedores de bebida forte.
Eu, porém, faço a minha oração a ti, SENHOR, num tempo aceitável; ó Deus, ouve-me segundo a grandeza da tua misericórdia, segundo a verdade da tua salvação. Tira-me do lamaçal e não me deixes atolar; seja eu livre dos que me aborrecem e das profundezas das águas. Não me leve à corrente das águas e não me sorva o abismo, nem o poço cerre a sua boca sobre mim.
Ouve-me, Senhor, pois boa é a tua misericórdia; olha para mim segundo a tua muitíssima piedade. E não escondas o teu rosto do teu servo, porque estou angustiado; ouve-me depressa.
Aproxima-te da minha alma, e resgata-a; livra-me por causa dos meus inimigos. Bem conheces a minha afronta, e a minha vergonha, e a minha confusão; diante de ti estão todos os meus adversários. Afrontas me quebrantaram o coração, e estou fraquíssimo; esperei por alguém que tivesse compaixão, mas não houve nenhum; e por consoladores, mas não os achei.  
Deram-me fel por mantimento, e na minha sede me deram a beber vinagre.
Salmos 42.2 - A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo, quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus?
           Salmos 143.6 - Estendo para ti as minhas mãos, a minha alma tem sede de ti, como a terra sedenta.

A SEXTA PALAVRA – Evangelho de João 19.30, disse Jesus: Está consumado.
João 17.4, disse Jesus: Eu glorifiquei-te na terra, tendo consumado a obra que me deste a fazer.
Está consumado. As profecias haviam-se cumpridas, o Cordeiro inocente, pela aspersão do seu sangue, havia aniquilado o pecado. Triunfou sobre a morte cravando-a na cruz (Colossenses 2.15). Sendo Ele consumado, veio a ser a causa da eterna salvação para todos os que lhe obedecem.
João 3.16: Jesus disse: Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna.
Romanos 5:8, 19, dis: Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. Porque como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um,  muitos serão feitos justos.
João 4:34 - Disse Jesus: A minha comida, é fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra.

AS PROFECIAS DO SACRIFÍCIO E  CONSUMAÇÃO DO MESSIAS
Isaias 53.4 a 8 - Verdadeiramente, Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas Ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados.
Todos nós andamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos. "Ele" foi oprimido, mas não abriu a boca; como um cordeiro, foi levado ao matadouro e, como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca.
Da opressão e do juízo foi tirado; e quem contará o tempo da sua vida? Porquanto foi cortado da terra dos viventes e pela transgressão do meu povo foi ele atingido.

A SÉTIMA PALAVRA – Evangelho de Lucas 23.46 "b": Disse Jesus: Pai, nas tuas mãos entrego o meu Espírito.
Mateus 27.50-52: E Jesus, clamando outra vez com grande voz, entregou o Espírito. E eis que o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo; e tremeu a terra, e fenderam-se as pedras.
E abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos que dormiam foram ressuscitados. No momento em que Cristo rendeu o seu Espírito, o véu do templo rasgou-se de alto a baixo, estávamos libertos da lei, sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus. (Romanos 3.24).

O CUMPRIMENTO DAS PROFESSIAS
Salmos 22.14 - Como água me derramei, e todos os meus ossos se desconjuntaram; o meu coração é como cera e derreteu-se dentro de mim.
Isaias 53.9-12:  E puseram a sua sepultura com os ímpios e com o rico, na sua morte; porquanto nunca fez injustiça, nem houve engano na sua boca. Todavia, ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando a sua alma se puser por expiação do pecado, verá a sua posteridade, prolongará os dias, e o bom prazer do Senhor prosperará na sua mão.
O trabalho da sua alma ele verá e ficará satisfeito; com o seu conhecimento, o meu servo, o justo, justificará a muitos, porque as iniqüidades deles levará sobre si. Pelo que lhe darei a parte de muitos, e, com os poderosos, repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma na morte e foi contado com os transgressores; mas "Ele" levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intercede.

O BOM PASTOR DÁ A SUA VIDA PELOS PELAS SUAS OVELHAS
João 10.11-15, disse Jesus: Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas. Assim como o Pai me conhece a mim, também eu conheço o Pai e dou a minha vida pelas ovelhas.
Hebreus 2.14: E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que, pela morte, aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo.
            Hebreus 9.11-14, a palavra relata: Que Vindo Cristo, o sumo sacerdote dos bens futuro, por um maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, isto é, não desta criação, nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção.
Porque, se o sangue dos touros e bodes e a cinza de uma novilha, esparzida sobre os imundos, os santificam, quanto à purificação da carne, quanto mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará a vossa consciência das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo.
Tito 2.13, 14: Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do Grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo, o qual se deu a si mesmo por nós, para nos remir de toda iniqüidade e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras.
I Pedro 1.18, 19: Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que, por tradição, recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado.
Apocalipse 5.9:  A palavra do Senhor diz: E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro e de abrir os seus selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, e língua, e povo, e nação.

             Louvai ao Senhor!

Site Cristo é a Verdade

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

POR QUE O ESPIRITISMO É UMA MENTIRA?







Não somos nós, os evangélicos, que consideramos o espiritismo uma mentira e sim a Bíblia Sagrada, como será comprovado nos próximos parágrafos. É preciso tomar cuidado para não ser seduzido pelas boas ações pregadas pelos adeptos de Allan Kardec, por trás dessa aparência do “bem”, escondem-se grandes heresias. 

O espiritismo prega a reencarnação, ou seja, afirma que homem tem várias vidas e mortes. Nasce, morre e reencarna (nasce novamente em outro corpo). A Bíblia Sagrada é clara ao afirmar que o homem só nasce e morre uma única vez. E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo (Hebreus 9:27).

 

Os espíritas afirmam que cada vida é uma oportunidade que o espírito tem de consertar erros do passado e evoluir moralmente e intelectualmente até atingir a perfeição. Em outras palavras, o espírito evolui até salvar a si mesmo. Esta crença é contrária aos ensinamentos bíblicos. A salvação do corpo, da alma e do Espírito acontece por meio de Jesus.

 

Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. (Romanos 5: 8-9) A regeneração da humanidade veio através de Cristo. Quem crê na evolução do espírito, nega o sacrifício de Jesus na cruz do Calvário.

 

A Bíblia não faz nenhuma referência à reencarnação e sim a ressurreição, que é a volta do espírito ao mesmo corpo, como foi o caso de Lazáro, o filho da viúva de Sarepta, de Dorcas, entre outras. Mas não narra, jamais, a história de um espírito que reencarnou, ou voltou à vida em outro corpo. Assim como a nuvem se desfaz e passa, assim aquele que desce à sepultura nunca tornará a subir (Jó 7:9).

 

Outro dogma do espiritismo desmentido pelas Sagradas Escrituras é a comunicação entre mortos e vivos. Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, mas a sua memória fica entregue ao esquecimento. Também o seu amor, o seu ódio, e a sua inveja já pereceram, e já não têm parte alguma para sempre, em coisa alguma do que se faz debaixo do sol.  (Eclesiastes 9:5-6)

 

Poderia ainda desmentir, com base bíblica, muitos outros fundamentos do espiritismo. No entanto, o espaço é pequeno para tal. Deixo aos leitores um alerta. Cuidado com livros, filmes e novelas espíritas, eles disseminam mentiras e pode conduzir sua alma a perdição eterna. Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo (Colossenses 2:8).  

http://www.sementedafe.net

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

JOÃO BATISTA


1) Introdução



Vivemos numa época de grande crise para o cristianismo duma maneira geral. Época em que muitos se interrogam se fará sentido continuar a falar no amor de Jesus depois dos crimes cometidos por países que se apresentam como evangélicos e que teimam em querer dirigir o trabalho missionário a nível internacional.

Outros procuram uma orientação, um exemplo a seguir no trabalho missionário em geral e na implantação de novas igrejas, já que os velhos métodos de evangelismo parece que só funcionam com os mais ingénuos e se mostram incapazes de atingir a classe pensante do mundo dos nossos dias, cada vez mais esclarecida nesta “aldeia global” em que a informação aparece instantaneamente nos órgãos de informação, inclusive as imagens na TV.

Parece que alguma coisa está mal, mesmo muito mal, nas nossas igrejas.

Tudo isso levou-me a pensar na seguinte questão: Qual o método mais bíblico e mais indicado para os nossos dias, para a divulgação do Evangelho inclusive para a abertura dum novo ponto de pregação, futura missão e futura igreja?

Esta simples pergunta, quase que nos obriga a mencionar o apóstolo Paulo e talvez com certa razão, pois ele foi um dos maiores exemplos dum verdadeiro missionário e possivelmente é o que melhor se adapta ao nosso contexto cultural.

Mas há um outro, grande pregador, que tem ficado um tanto esquecido nos nossos dias. Refiro-me a João Batista.

Procurando nas páginas da internet, verifico que há mais páginas católicas sobre o “Santo João Batista”, páginas ligadas às tradições populares, assim como páginas espíritas, do que páginas evangélicas sobre este personagem, que pelo facto de ser o elo de ligação entre o Antigo e o Novo Testamento, não sendo bem do Antigo nem bem do Novo Testamento, tem ficado um pouco esquecido.

Mas porque optei por João Batista e não por Paulo ?

É que no caso de Paulo, havia já uma igreja pequena em número, mas forte e motivada, cheia do poder do Espírito Santo que apresentou a sua mensagem ao mundo pagão, enquanto que no caso de João Batista, o mal não estava no paganismo nem no ateísmo, o mal estava no próprio mundo religioso e nos seus dirigentes.

Todos sabemos que na época de João Batista, Israel estava dominada por Roma.

Isso levava-me a imaginar uma religião perseguida, as humilhações e sofrimentos dos sacerdotes, símbolo da resistência do povo, e o esforço para conservar viva a sua fé no meio de tanta perseguição, mas afinal... depois de aprofundar o assunto baseado em dados históricos dessa época, não posso deixar de ficar admirado, por ter encontrado uma realidade bem diferente da que esperava. Pois fiquei admirado e abalado por ter chegado à conclusão de que nesses dias, em que estava iminente a chegada do Messias....... havia uma grande semelhança com a realidade dos nossos dias.

É este o principal motivo que me leva a iniciar este artigo para tentar compartilhar com os leitores da minha página estes pensamentos sobre João Batista.



2) Quem foi João Batista?



João Batista nasceu cerca de cinco meses antes de Cristo numa região montanhosa de Judá.

Tanto seu pai, o sacerdote Zacarias, como sua mãe Isabel, eram descendentes de Aarão. Sua mãe era prima de Maria, a mãe de Jesus.

O nascimento de João Batista foi um caso invulgar. Segundo nos conta Lucas 1:5/25, seus pais eram pessoas de vida irrepreensível mas ambos já eram pessoas idosas e Isabel era estéril.

Certo dia, quando Zacarias oferecia incenso no Templo, o anjo Gabriel apareceu para lhe dizer que sua mulher iria ter um filho que seria João, que este seria cheio do Espírito Santo desde o seu nascimento e teria a função de preparar o povo de Israel para a vinda do Messias.



3) Contexto histórico e cultural da época de João Batista



A época de João Batista, é praticamente a mesma em que viveu Jesus o Cristo.

Israel já não era nação independente. Neste caso particular, a Judeia tornara-se numa província do Império Romano no ano 6, e Roma impunha as suas leis, embora fosse tolerante a ponto de manter em vigor a legislação dos vários países conquistados enquanto essa não colidisse com a Lei Romana.

Assim, o Sinédrio de Jerusalém, embora continuasse a funcionar como a mais alta representação política, jurídica e religiosa, aspectos que nem sempre é fácil de se dissociar nessa cultura, já não tinha a última palavra no aspecto jurídico.

Este facto pode ser apresentado sob dois aspectos bem diferentes: Uns podem dizer que deixou de haver liberdade de religião, pois os sacerdotes deixaram de poder cumprir livremente todas as prescrições da Lei de Moisés. Mas, para o vulgar israelita, que era israelita por ter nascido em Israel, por ter sido circuncidado em tenra idade, que estava pressionado por centenas de leis e regulamentos, que inclusive não podia escolher outra religião nem dar mais de uns tantos passos em dia de sábado sem que fosse condenado à morte de acordo com a Velha Lei, talvez a Lei Romana, que tirou ao Sinédrio o direito de aplicar a pena de morte, lhe trouxesse nessa altura, alguma liberdade, inclusive para escolher qualquer outra das religiões que apareceram em Israel devido à liberdade de religião do Império Romano, religiões que, de acordo com a Velha Lei deveriam ser exterminadas de Israel assim como todos os seus praticantes.

Segundo Levítico 24:16 os casos de blasfémia eram punidos com a pena de morte, mas não se encontra uma definição de blasfémia, assunto que ficava um tanto ao critério dos membros do Sinédrio.

O Império Romano, sempre que possível, tentava pacificar os territórios conquistados, mantendo os privilégios da classe dominante. Esse foi também o caso de Israel na época em que João Batista inicia a sua pregação.



Segundo nos conta o historiador Joaquim Jeremias, nessa época de dominação romana, época de João Batista e do próprio Jesus Cristo, embora a Judeia, e todo o território de Israel, estivesse dominado por Roma, os soberanos da dinastia herodiana, judeus de influência romana, viviam com um luxo indescritível. Tinham grandes palácios com arquitectura romana, mas mantiveram a sua fidelidade a algumas antigas tradições do oriente, nomeadamente a poligamia, pois tinham haréns que aliás eram permitidos pela Velha Lei e pela tradição, pois a Mishna permitia o máximo de dezoito mulheres e o Talmude, vinte e quatro a quarenta e oito. Herodes o Grande (37 a 4 A.C.) só teve dez mulheres, mas os seus descendentes, nesse aspecto foram maiores do que ele.

Herodes Antipas, rei da Judeia, era filho de Herodes o Grande, portanto da aristocracia de Israel, mas o pormenor mais importante é que tinha sido educado em Roma que além da Judeia lhe concedeu as tetrarquias da Galileia e da Pereia onde fundou a sua capital em Tiberíades. Embora israelita, mas com mistura de sangue, era um rei fiel a Roma que tinha sido tão generosa para ele. Mas o mais estranho é que, segundo alguns historiadores, sendo Herodes Antipas um rei israelita, a sua guarda pessoal era constituída por tropas trácias e germânicas, a que vieram juntar-se cerca de quatrocentos guardas gauleses da guarda pessoal de Cleópatra, depois desta se suicidar, pois o Rei da Judeia temia mais os seus súbditos do que os estrangeiros.

Mas ao falar em vida faustosa, não nos podemos limitar à aristocracia herodiana.

Os altos sacerdotes viviam em palácios na zona alta de Jerusalém, como aliás se vê nas passagens dos evangelhos que falam no julgamento de Cristo.

Segundo Marcos 14:53/55 E levaram Jesus ao sumo sacerdote, e ajuntaram-se todos os principais dos sacerdotes, e os anciãos e os escribas. E Pedro o seguiu de longe, até dentro do pátio do sumo sacerdote, e estava assentado com os servidores, aquecendo-se ao lume. E os principais dos sacerdotes, e todo o Concílio ....... Sabe-se que esse Concílio, ou Sinédrio, como era conhecido, era constituído por muitas dezenas de pessoas, e se juntarmos os seus funcionários (escribas) podemos imaginar certamente mais de cem pessoas que couberam perfeitamente numa das salas da residência do Caifás que tinha um pátio interior certamente bem espaçoso, pois deu para acenderem uma fogueira para se aquecerem.

Segundo podemos ver em João 18:17, até havia uma porteira em casa do sumo sacerdote, o que nos dá uma ideia do grande número de pessoas a entrar e sair e das dimensões do edifício.

Mas não podemos ignorar que havia um grande desnível entre os principais sacerdotes e os vulgares sacerdotes. Flávio Josefo conta o escândalo ocorrido no ano 66 em que alguns chefes dos sacerdotes enviaram os seus escravos às eiras para roubar os dízimos reservados ao sustento dos sacerdotes comuns chegando alguns destes a morrer de fome.



O Templo de Jerusalém fora reconstruído com uma grandeza e dimensões superiores ao antigo Templo de Salomão e estava a funcionar em pleno, embora a sua actuação estivesse limitada pela Lei Romana, como já referimos. O Templo perdera o “monopólio da religião”, mas continuava a ser o mais importante centro religioso em Israel e toda a vida económica da cidade estava relacionada com o seu Templo, onde continuavam a oferecer os sacrifícios pelos pecados do povo, com todo o rigor da Velha Lei. Nenhuma outra religião atraía tantas multidões como o Templo de Jerusalém com a sua imponente liturgia, os mais famosos músicos e os melhores cantores que se tinham aperfeiçoado desde os tempos do Rei David. Também sob o aspecto político e teológico, o Templo era um elemento de união entre as várias seitas veterotestamentárias, em que os israelitas estavam divididos, devido às convicções religiosas, políticas ou profissionais, como os fariseus, saduceus, essénios, zelotes, galileus, herodiamos, publicanos, escribas etc. num contexto cultural em que não era fácil dissociar a religião da política ou dos interesses profissionais.

Além do Templo, havia as várias sinagogas em Jerusalém, assim como em todo o território do grande Império Romano, que competiam entre si pelo rigor dos seus cultos, pela sua música e pela santidade dos seus membros, embora com um conceito veterotestamentário de santidade, mais ligado à ideia de santidade litúrgica ou santidade higiénica e à santidade da sua genealogia.. (Ver nosso artigo “Santidade ao Senhor”) Algumas das principais famílias de sacerdotes de Jerusalém, tinham até uma passagem superior ligando suas habitações ao Templo a fim de não se contaminarem em contacto com o povo pecador e impuro e sabiam de cor os nomes dos seus antepassados até dezenas de gerações o que comprovava a sua santidade.

Roma decidira manter os privilégios dos levitas e sacerdotes, nomeadamente na cobrança do dízimo, desde que tal não interferisse nos impostos arrecadados pelos publicanos ao seu serviço. Claro que o povo, sujeito a essa dupla tributação não tinha possibilidades de reagir nem tinha o apoio do seu rei nem das suas autoridades religiosas.

Era esta a situação religiosa na época de João Batista. Aparentemente, tudo estava perfeito, os rituais cumpriam-se com todo o rigor, e os sacerdotes eram nomeados de acordo com a Velha Lei. Eles tinham toda a autoridade para falar ao povo... mas tinham perdido para sempre a sua credibilidade. Os dirigentes religiosos estavam completamente controlados e cegos pelos seus interesses económicos e não estavam nada interessados em mudanças, muito menos na vinda do Messias que poderia alterar a cómoda posição de que beneficiavam, com uma vida fácil e a paz com os romanos.



4) Métodos de pregação de João Batista



Metanoeite, êggiken gar ê basileia tôn uranôn ou seja “Mudem de mente (ou de ideias, ou de comportamento) porque chegou o Reino dos céus”, ou numa tradução mais livre, “Arrependam-se, porque já chegou o Reino de Deus”. Foi este o incómodo e inoportuno grito de João Batista. Uma das frases mais importantes de toda a Bíblia... talvez tão incómoda como seria a notícia nos nossos dias “Jesus já chegou para julgar o mundo... O tempo terminou... Já não há mais oportunidade para o arrependimento”.

Mas, num ambiente destes, que poderia fazer um homem sozinho, sem ter o apoio duma importante e prestigiada organização com um imponente edifício religioso bem colocado em Jerusalém, que desse certa credibilidade à sua mensagem e sem um bom grupo coral (grupo de louvor) que atraísse as atenções do povo ?

Mas o Senhor, Deus supremo, escolheu precisamente João Batista, para que não houvesse dúvidas de que este actuava de acordo com o Seu poder, e não com as técnicas de comunicação. João faz precisamente o contrário do que faziam os religiosos do seu tempo. Era o poder do Senhor em oposição à tradição, e às técnicas de comunicação.



4.1 - Local de pregação.



Lucas 3:2/3 - Sendo Anás e Caifás sumos sacerdotes, veio no deserto a palavra de Deus a João, filho de Zacarias. E percorreu toda a terra ao redor do Jordão, pregando o batismo de arrependimento, para o perdão dos pecados.

Embora não conste que houvesse alguma via romana nas proximidades do rio Jordão que era a fronteira natural entre a Judeia e a Pereia, era ao longo deste rio que se fazia grande parte do trânsito de viajantes entre Jerusalém e o norte do país. Nas línguas originais, quer o hebraico quer o grego, a palavra “deserto” significava uma região não edificada nem cultivada, mas que podia ter algumas zonas completamente estéreis e outras com alguma vegetação, útil como terreno de pastagem. Lucas refere-se ao “deserto da Judeia” e João 3:23 refere-se a um local chamado Enom, que significa muitas águas, passagens que não estão em contradição, pois a topografia do local, leva-nos a identificar uma região muito acidentada, com extensões de terrenos áridos e secos, e o tal local Enom num ponto baixo com grande quantidade de fontes, as muitas águas. Certamente águas de nascente, de melhor qualidade para beber do que as águas do Jordão para onde escorriam. Um local desses, numa zona desértica, era um importante ponto de passagem de peregrinos que certamente paravam por momentos para descansar, beber e dar de beber aos seus animais. Mas, pelo menos inicialmente, os ouvintes de João Batista não eram os entendidos em religião, mas os vulgares viajantes, numa época em que na sua maior parte seriam comerciantes ou peregrinos a caminho ou de regresso de Jerusalém.



4.2 - Edifício



Em Jerusalém o Templo ocupava o lugar central e as várias sinagogas rivalizavam entre si na busca dos melhores locais.

João Batista não se preocupou em competir com eles. Como vimos, foi para uma região “deserta” nas margens do Jordão. Não nos consta que tivesse construído algum edifício para o seu culto.



4.3 - Corais, Grupos de louvor.



Segundo testemunho de vários irmãos que nos têm escrito, um bom “grupo de louvor” é um dos melhores atractivos das igrejas dos nossos dias e o seu crescimento está quase sempre na base dos chamados “grupos de louvor”.

Isto não é novidade. Já tal acontecia na época de João Batista. Também na idade média, a música era muito utilizada nas igrejas e nos conventos. Parece que ter boa música nem sempre é sinal de espiritualidade, pois por vezes, quanto mais afastada está a igreja da mensagem de Jesus, melhor é a música e mais impecável a sua liturgia. Parece que se tenta colmatar por meios humanos o que nos falta do Poder do Senhor.

Nada nos consta da música utilizada nas pregações de João Batista.



4.4 - Contribuições



Um dos aspectos mais polémicos dos nossos dias é o aspecto financeiro, as colectas levantadas para a manutenção dos cultos, pois é necessário pagar o edifício e o sustento dos pastores.

João Batista não tinha esses problemas pois ele não tinha nenhum edifício para o seu culto, nem pedia contribuições para o seu sustento. Segundo Mateus 3:4 E esse João tinha o seu vestido de pêlos de camelo e um cinto de couro em torno dos seus lombos; e alimentava-se de gafanhotos e de mel silvestre.

Mas encontramos em Lucas 3:11 a resposta de João Batista à multidão que lhe perguntava: Que faremos ? ... Quem tiver duas túnicas, reparta com o que não tem, e quem tiver alimentos faça da mesma maneira. João Batista não pedia ofertas para o culto, nem para o seu sustento, mas pedia solidariedade entre os que o seguiam. Essa ajuda ao próximo era perfeitamente expontânea. Não havia contabilidade nem tesoureiros, nem fiscalização dos donativos.



4.5 - Curas e milagres



As curas e milagres, são outro grande atractivo dos nossos dias. As maiores igrejas evangélicas são as que anunciam grandes milagres. Também no catolicismo noto esse fenómeno. Basta comparar as multidões que se juntam nos locais que prometem milagres, com a assistência aos grupos que se juntam para estudar a mensagem de Jesus, ambos da mesma Igreja Católica.

Não há registo de milagres ou curas efectuadas por João Batista. O milagre que ele fazia era a transformação da mentalidade dos seus ouvintes.



4.6 - Técnicas de comunicação



Penso que João Batista nada percebia de técnicas de comunicação, que aconselham a apresentar um ar simpático, agradável, a evitar atritos com os seus ouvintes, a nunca os criticar, mas elogiar as suas capacidades e comportamentos, a ter uma certa prudência para não os incomodar nem ofender ninguém.

João Batista falava sem rodeios e por vezes era rude e directo ao comunicar com os seus ouvintes. Sendo um homem isolado, sem nenhuma guarda pessoal nem guarda-costas, ousou dirigir-se aos ...fariseus e saduceus, que vinham ao seu batismo, dizendo-lhes: Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira futura ? Mateus 3:7.

Ele nunca se preocupou com o número dos seus discípulos, mas somente que fossem verdadeiros discípulos.



4.7 - Homilética



Também não me parece que João Batista se preocupasse com as regras da homilética nas suas pregações. É verdade que estamos noutra cultura bem diferente, mas segundo dizem os entendidos no grego, que não é o meu caso, ele não usa a linguagem elaborada dos intelectuais do seu tempo.



4.8 - Conceito de santidade



Segundo a mentalidade veterotestamentária, como já dissemos, o conceito de santidade era bem diferente do que temos desde que João Batista inicia a sua pregação, que foi homologada pela mensagem do Mestre.

No Velho Testamento temos uma santidade que significava pertencer ao povo santo ou separado, e ser perfeito sob o aspecto físico, quanto à saúde, à higiene e ao sexo. A discriminação sexual começava logo que um bebé nascia, pois segundo Levítico 12:2/5, ao nascer um menino, mãe ficava impura durante uma semana e proibida de entrar no Templo durante 33 dias, mas se nascesse uma menina, essa proibição passava para duas semanas e para 66 dias respectivamente. Em 1871 um arqueólogo descobriu a pedra com a inscrição que proibia a entrada de estrangeiros no Templo, que seriam condenados com a pena de morte em caso de desobediência. Também de acordo com Levítico 21:16/23, o Deus de Israel só aceitava uma oferta através dum sacerdote que fosse fisicamente perfeito, pois um sacerdote cego, ou coxo, ou de nariz chato ou com membros muito compridos (vr.18), ou com o pé ou a mão defeituosa (vr.19), ou corcunda ou anão ou com doenças de pele ou testículos defeituosos (vr.20), desde que tivesse algum defeito físico, não poderia oferecer uma oferta queimada ao seu Deus.

Na “Basileia” o novo Reino de Deus que João Batista anunciava, os critérios eram outros. Ele chamou de “raça de víboras” aos “santos” e “perfeitos” segundo o critério veterotestamentário, mas não discriminou nenhum dos que o procuravam com sinceridade, pois segundo Mateus 3:6 eram batizados no Jordão confessando os seus pecados. A ele se juntaram muitos dos que eram rejeitados pelo Templo de Jerusalém. Segundo Lucas 3:12/14 João Batista recebia publicanos, considerados como traidores a Israel e até soldados, não sendo possível dizer se seriam soldados romanos ou soldados judeus destacados para protecção dos publicanos que os acompanharam, mas em qualquer das hipóteses eram o oposto aos santos das sinagogas e do Templo de Jerusalém.



5) Conclusão



Jesus prometeu que voltaria, mas na sua segunda vinda já não será para salvar, mas sim para julgar o mundo e não podemos estar indiferentes aos últimos acontecimentos internacionais, a um mundo que cada vez se assemelha mais ao mundo que precedeu a vinda de Cristo, com a hipocrisia de certas igrejas, a deturpação da mensagem de paz e amor que Jesus nos deixou, o materialismo dos vários países em que mais importante que a justiça são os seus interesses económicos, pois qualquer dirigente político que fale em justiça internacional pouca aceitação terá, o que interessa aos governos são os seus interesses económicos.

Entretanto, a maior parte das igrejas ditas “evangélicas” continua com o seu habitual folclore religioso, tal como o Templo de Jerusalém nos dias de João Batista. Continuam indiferentes ao que se passa no nosso mundo, como se não tivessem uma função a cumprir. As igrejas tornaram-se mais um lugar de “santos” isolados do nosso mundo, do que lugar de pecadores arrependidos e transformados, com uma mensagem para os nossos dias.

Segundo Mateus 3:6, os discípulos de João Batista eram batizados no rio Jordão, confessando os seus pecados, enquanto os sacerdotes e fariseus se apresentavam no Templo apregoando a sua santidade. Já tenho recebido mensagens de crentes que me dizem: “Sou um diácono ou um presbítero, e não me deixam sentar nas cadeiras na parte da frente, perto do púlpito...” Mas afinal, qual o ideal das nossas igrejas? É o Templo de Jerusalém onde exibiam a sua santidade, ou o grupo de pecadores de João Batista?

Lembro-me de que já há alguns anos, quando trabalhava no Município da Marinha Grande, um dos nossos carros que foi buscar material de construção a Lisboa, avariou-se na viagem de regresso, na vila de Alcoentre, mesmo em frente da grande prisão-escola, onde os presos são recuperados e aprendem uma profissão.

Como nessa pequena vila não havia oficina de reparação de automóveis, a não ser nas escolas profissionais dentro da prisão, foram pedir ajuda a essa instituição onde foram muito bem recebidos. Mas o que mais surpreendeu os nossos funcionários foi serem convidados para jantar, numa sala onde estavam os presos.

A comida, tanto os vegetais como a carne, eram produtos dos grandes terrenos da prisão onde os detidos se preparavam para a vida agrícola, e até o vinho era feito na adega da prisão. Alguns dos detidos, eram pessoas de idade, que já lá estavam há vários anos. Houve um que disse. “Eu já estou habituado a viver aqui. Lá fora, todos nos chateiam quando descobrem que estivemos presos.” Outro até acrescentou: “Se me mandarem embora, já sei o que vou fazer. Roubo alguma coisa e peço ao Juiz para voltar para a mesma prisão.”

Será possível transformar as nossas igrejas em alguma coisa parecida com isto? Em vez de serem lugares “chatos” no género de museus de santidade, com os seus santos embalsamados, como o velho Templo de Jerusalém? Será possível transformar as nossas igrejas em lugares onde os pecadores e os marginalizados possam sentir que são amados e bem recebidos?!!!



O Evangelho já não é tão pregado nos nossos dias como parece, pois pregar o Evangelho não é só por palavras. Isso seria muito fácil com os meios de que dispomos. Com a rádio, a TV e a internet seria possível divulgar as palavras, as principais afirmações teológicas, por todo o mundo ao mesmo tempo. Alguns famosos evangelistas americanos, já o têm feito, convencidos de que estão a pregar o verdadeiro Evangelho de Jesus, só por estarem teologicamente correctos. Talvez tão correctos como estavam os fariseus e saduceus que foram ao batismo de João.

Evangelismo bíblico, como João Batista ensinou, e Jesus confirmou, implica partilha de bens materiais. Quem tiver duas túnicas, reparta com o que não tem, e quem tiver alimentos faça da mesma maneira. Lucas 3:11. Os países ricos, geralmente estão dispostos a enviar os seus “missionários”, muitas vezes sem a necessária preparação secular nem teológica, mas não estão abertos à genuína evangelização que implica partilha de conhecimentos através de verdadeiros Missionários devidamente preparados, e muitas vezes partilha do que roubam aos países mais pobres.

Talvez tenhamos de voltar ao início e começar com a evangelização dos “evangélicos” do nosso mundo onde os ricos são cada vez mais ricos e se consideram como cristãos evangélicos. Mas será que ainda há tempo antes de Cristo voltar?!!

Penso que não está prevista a vinda de nenhum profeta antes da segunda vinda de Cristo. Até pelo contrário, essa vinda será repentina e quando menos esperarmos.

Mas pode ser que o Senhor tenha piedade de nós e nos levante algum pregador no género de João Batista, liberto do controle eclesiástico, pois afinal, isso não depende da vontade humana, nem do apoio das igrejas, nem das decisões das juntas missionárias, nem de grandes verbas para majestosos edifícios ou divulgação nas emissoras de rádio e TV. Tudo isso pode ajudar, mas não basta, pois tem fracassado assim como fracassou o Templo de Jerusalém.

Mas então, o que é necessário? Qual o segredo de João Batista?

Pensamos que em primeiro lugar, João Batista confiou no Senhor, não procurou apoio de nenhuma organização do seu tempo e disse o que afinal já todos sabiam, mas ninguém tivera a coragem de denunciar. Antes de falar aos gentios, ele começou por tentar “arrumar a sua casa” a Casa de Israel.

Talvez estejamos perto da segunda vinda de Jesus o Cristo, e o mais grave é que desta vez não haverá nenhum profeta para a anunciar, e ele virá para julgar o mundo em que vivemos. Mas quando será essa segunda vinda? Já me têm feito essa pergunta.

Tenho procurado ser realista e não vou mostrar a minha fraca “espiritualidade” dizendo que está para muito breve.

Penso que não será durante a minha vida, e talvez seja este o pensamento de muitos dos nossos irmãos.

Mas quero terminar com Mateus 24:44 ...porque o Filho do homem há-de vir à hora em que não penseis.



Camilo - Marinha Grande - Portugal

Maio de 2003

sábado, 22 de setembro de 2012


COMO SE TORNAR UM PREGADOR "FAMOSO" (A TRAJETÓRIA DE UM FENÔMENO)

Pensando naqueles que não puderam acompanhar diariamente os módulos do curso de maior "sucesso" na blogosfera cristã “Como se tornar um pregador famoso”, segue abaixo todo o conteúdo do mesmo, juntamente com a sua conclusão.

APRESENTAÇÃO

Estaremos ministrando com exclusividade, um curso destinado a todos aqueles que sonham com o estrelato, como pregadores do evangelho.

O curso é gratuito. Basta clickar no blog e sua inscrição será feita automaticamente.

Todos os dias será postado um módulo do curso. Se você perder algum módulo, poderá acessar posteriormente os arquivos do blog e atualizar-se.

Depois de terminado o curso, se você não se tornar famoso, não nos responsabilizaremos.

O método que adotaremos já foi, e ainda é observado por muitos pregadores famosos da atualidade. Se deu certo para eles, pode dar certo para você também!

Divulgue e participe!

MÓDULO 01
A humildade é fundamental no início da carreira de um candidato ao "estrelato" como pregador.

Num primeiro momento, aceite o máximo de convites para pregar.

Pregue em igrejas grandes, médias, pequenas, ricas, pobres, no centro, nas favelas, nos morros, nos sítios, na capital, no interior. O que vale é pregar, não importa onde.

Se for o caso, você pode até se oferecer para pregar (sempre com um ar de humildade, não esqueça).

Se levar jeito, os convites tenderão a se multiplicar.

MÓDULO 02

Nosso segundo módulo tratará sobre a mensagem que será pregada.

No começo, seja o mais simples e objetivo possível.

Muitos pregadores que já alcançaram o sucesso, iniciaram sua trajetória contando seu testemunho de conversão, associando a este, a mensagem da palavra de Deus.

Seja o mais bíblico possível. Textos de difícil interpretação ou polêmicos, nem pensar.

Se você pregar algo que "cheire" a heresia, vai se queimar logo no início da "carreira".

No próximo módulo trataremos sobre a aparência do pregador.

MÓDULO 03

Simplicidade.

Essa palavra expressa muito bem a maneira como o pregador, candidato a "fama" deve se apresentar.

Cabelos bem cortados, higiene pessoal impecável, roupas não extravagantes bem passadas, sapatos engraxados, são requisitos desejáveis.

Nada de grife (marca) famosa (pelo menos por enquanto), isso pode constranger seu público ainda muito humilde e pobre.

Procure sempre a discrição, fazendo o possível para que sua imagem não tire a atenção da Palavra.
Sua imagem é seu cartão de apresentação, e a primeira impressão geralmente é a que fica.

No próximo módulo estudaremos sobre "gratificações" ou "ajudas de custo".

MÓDULO 04

No início da caminhada rumo a “fama”, quando for convidado para pregar, não estipule nenhum valor de cachê, oferta, ajuda, ou como queira chamar.Se ao final do culto, nem a gasolina ou passagem lhe derem, não faça cara feia, não reclame, nem questione. Abra um sorriso largo e diga que se precisarem, você estará pronto para retornar e pregar novamente.Tenha paciência, pois chegará o tempo dos bons “cachês”!No próximo módulo trataremos sobre cartões de apresentação e apostilas.

MÓDULO 05

Já está na hora de confeccionar um "cartão" de apresentação e algumas apostilas.

Com relação ao cartão, comece com o título "CONFERENCISTA", isto impressiona.Na primeira viagem para outro estado (mesmo que você resida numa fronteira) mude o título no cartão para "CONFERENCISTA INTERESTADUAL", e assim sucessivamente até alcançar o status de "CONFERENCISTA INTERNACIONAL".
As apostilas (e quem sabe alguns CD's) vão lhe ajudar a cobrir algumas despesas pessoais.No próximo módulo: a formação teológica do "CONFERENCISTA".

MÓDULO 06

Títulos acadêmicos são interessantes. Dá um certo ar de credibilidade e ajuda na melhora do "status".

O candidato a "fama" como pregador, deve fazer um curso de teologia, se possível um mestrado e doutorado, mesmo se depois de ficar famoso acabe se auto-proclamando Doutor em Porcaria. 

No próximo módulo "Quando chega a fama, o que fazer?".

MÓDULO 07

A essa altura, depois de colocar em prática as orientações dos módulos anteriores, com uma boa dose de paciência e sorte, a fama certamente já estará batendo em sua porta. Daí em diante se torna necessário mudar alguns hábitos e posturas. Lembre-se sempre que você não é mais um "Zé Ninguém".

1. Convites

Lembra-se daquela história de aceitar o máximo de convites possível e de pregar em qualquer igreja, independente do tamanho ou condição social? Pois bem, esqueça. Pregador famoso não aceita qualquer convite (que deve passar agora por sua secretária), nem prega em qualquer igreja ou lugar. Se lhe convidarem para pregar em Camboriú, faça charminho e diga que vai dar uma olhada na agenda.

2. Pregação

Se pregar ou ensinar uma "heresiazinha" não vai ter problema algum. Agora você já tem uma "legião" de fãs, discípulos, adeptos, etc., que morrerão e matarão por você. Suas heresias para eles são "verdades absolutas", acima da própria Bíblia sagrada. Pregue sobre teologia da prosperidade, vitória financeira, amarre ou mande os demônios para longe (mesmo eles não indo), faça um ar de agressividade, cara feia, isto impressiona. O que vale é o que você diz. Você é o "cara"!

3. Aparência

Capriche no visual excêntrico. Faça plásticas no rosto, ajeite o cabelo, faça a sobrancelha, abuse na maquiagem, use ternos extravagantes (amarelo vermelho, rosa, etc.), sapatos também. Use apenas roupa de grife (Armani, Broksfield, Polo, etc.). Jogue no lixo suas convicções passadas. Não ligue para quem lhe chamar de "moderninho", de "mauricinho" da fé, etc. É mera intriga da oposição.

4. Cachê

Quanto ao cachê, você agora é quem dita as regras. Manter um status de pregador famoso custa caro. Estipule o seu preço, exija os melhores vôos, hotéis e restaurantes. Não dê moleza. Convidar pregador famoso não é para quem quer, é para quem pode.

5. Publicações e Produções

Apostila e CD é negócio para pobre. Escreva livros, grave DVD's, crie um site na internet, tenha o seu próprio programa na TV. Você agora é uma "marca" lucrativa.

6. Formação Acadêmica

Chame todos os seus títulos acadêmicos de "PORCARIA DE NOME". Apesar de ser uma grande hipocrisia de sua parte, seus discípulos vão gostar de ouvir isso, principalmente os frustrados e incultos. Abuse de arrogância quando falar de teólogos (apesar de você ser um).

7. Liderança das igrejas e convenções

Não se dobre diante de "presidentes" de igrejas ou convenções. Não se intimide com ninguém. Quando a coisa apertar, use sua oratória e jogue o povo contra a liderança. Desafie os pastores na tribuna da igreja (ou pela TV), isso dá um certo ar de "autoridade profética".

Se qualquer grupo ou pessoa "pegar muito no seu pé", lhe incomodar com duras críticas, mande-os "PARA O QUINTO DOS INFERNOS", chame-os de hipócritas, opositores da "grande obra" que você está realizando. Mande vê, sem pena, sem dó e sem ética!

CONCLUSÃO DO CURSO

Amados, o curso “como se tornar um pregador famoso” (ou um "fenômeno"), trata-se de um retrato crítico de uma dura e triste realidade vivenciada pela igreja evangélica no Brasil e no mundo.

Muitos jovens e homens de Deus, chamados e capacitados pelo Senhor para o Ministério da Palavra, acabaram cedendo ante as tentações proporcionadas pela “fama”, influenciados por alguns pregadores que estão ocupando espaços na mídia, em grandes eventos evangélicos, mas que se distanciaram da simplicidade e humildade, características indispensáveis na vida de um “servo” de Deus.

Esses “astros luminosos dos palcos da fé” ou "fenômenos" começaram bem, mas se desviaram do salutar modelo bíblico (2 Tm 4.5). Adotaram uma postura arrogante, relativizaram valores, semearam heresias, contendas e insubmissão, afrontaram líderes, e arrebanharam para si multidões de meninos alienados e massificados (Ef 4.14).

Querido irmão, se o Senhor Jesus te chamou para ser um pregador e ensinador de sua Palavra, faça isso com temor e tremor (1 Co 2.3), não confie em suas habilidades de oratória (1 Co 2.4), não busque para si a honra e a glória que só pertencem a Deus.

Para os que são admiradores daqueles que assim agem, deixo também uma palavra de reflexão:

Não apóie a sua fé em sabedoria (ou mera sutileza) de homens (1 Co 2.4-5)

Agradecemos as manifestações de apoio, ao mesmo tempo que pedimos desculpas para todos que ficaram confundidos com os nossos reais propósitos.

Com lágrimas nos olhos, e com um coração ardendo em zelo pela causa do Mestre,

Um abraço e a paz do Senhor!