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quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

ORAÇÃO A SANTO ANTÔNIO É UMA HERESIA

Circula na internet e em alguns folhetos católicos uma oração chamada Responsório de Santo Antônio. Aqui no Brasil, este homem é considerado Santo Casamenteiro, e é invocado quando se perde algum objeto. Seu nome verdadeiro era Fernando de Bulhões. Nasceu em Lisboa aos 15 de agosto de 1195 e faleceu aos 13 de junho de 1231. Foi canonizado pela Igreja Católica em 1232 pelo Papa Gregório IX. Foi considerado pelo Papa Pio XII como o Doutor da Igreja. Observe a oração dirigida a este homem. De modo algum queremos denegrir a imagem desta pessoa, todavia, no campo teológico, refutaremos as heresias contidas na seguinte oração:





                 



RESPONSÓRIO DE SANTO ANTÔNIO



Se milagres desejais,
Recorrei a Santo Antônio;
Vereis fugir o demônio
E as tentações infernais.
Recupera-se o perdido,
Rompe-se a dura prisão
E no auge do furacão
Cede o mar embravecido.
Todos os males humanos
Se moderam, se retiram,
Digam-no aqueles que o viram,
E digam-no os paduanos.
Repete-se: - Recupera-se o perdido...
Pela sua intercessão
Foge a peste, o erro, a morte,
O fraco torna-se forte
E torna-se o enfermo são.
Repete-se: - Recupera-se o perdido...
Glória ao Pai, e ao Filho e ao Espírito Santo
Repete-se:- Recupera-se o perdido...
V: Rogai por nós, bem-aventurado Antônio.
R: Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.


Dentro deste contexto e com todo respeito aos irmãos Católicos Romanos, temos que discordar, baseados na Bíblia, com a oração INTEIRA. Perguntamos assim:

1. Por que orar "Se milagres desejar, recorrei a Santo Antônio", se a Bíblia ensina que os milagres são feitos em nome de Jesus? Veja:

Tomai conhecimento, vós todos e todo o povo de Israel, de que, em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, a quem vós crucificastes, e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, sim, em seu nome é que este está curado perante vós." 
Atos 4:10.

Em nenhum lugar na Bíblia lemos sobre curar alguém em nome de um apóstolo, ou mesmo de um discípulo. Por que deveríamos, então, recorrer a Santo Antônio em busca de Milagres?


2. Por que orar a Santo Antônio na esperança de que: "Vereis fugir o demônio e as tentações infernais", se os demônios e suas tentações, de acordo com a Bíblia, devem ser expulsos no nome de Jesus? Veja:

"Isto se repetia por muitos dias. Então, Paulo, já indignado, voltando-se, disse ao espírito: Em nome de Jesus Cristo, eu te mando: retira-te dela. E ele, na mesma hora, saiu." 
 Atos 16:18.



Novamente, o nome de Jesus é que tem poder, não o de um homem que supostamente seja santo. Aliás, a Bíblia chama de santo todo aquele que recebe Jesus como seu Salvador. Não precisamos esperar um Papa nos canonizar. Observe que nos textos a seguir, membros da igreja do primeiro século, antes de morrerem, já eram chamados de santos.
 
"Paulo, apóstolo de Cristo Jesus por vontade de Deus, aos santos que vivem em Éfeso, e fiéis em Cristo Jesus." 
 Efésios 1:1.

"Desde que ouvimos da vossa fé em Cristo Jesus e do amor que tendes para com todos os santos.
 Colossenses 1:4.


"Saudai todos os vossos guias, bem como todos os santos. Os da Itália vos saúdam.
 "Hebreus 13:24.

3. Por que orar a Santo Antônio com a intenção de que: "Recupera-se o perdido", se a Bíblia ensina que é Jesus Cristo, o Filho do Homem, quem recupera o perdido? Observe:

"Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido." 
Lucas 19:10;  Mateus 18:11.1.



Só Jesus recupera o perdido, porque Ele é Deus. Ele é Todo-Poderoso. É verdade que em Mateus 10:6 Jesus pede aos discípulos para procurarem as ovelhas perdidas de Israel, mas isso não significa que tenhamos que pedir a eles hoje para fazer o mesmo por nós. Jesus ordenou a aqueles discípulos procurarem as ovelhas perdidas enquanto estivessem vivos, não depois de mortos. O mesmo podemos fazer, procurando os perdidos e evangelizando-os. Esse ministério de evangelismo nada tem a ver com um "santo" no céu interceder por pessoas aqui na terra.

4. Por que orar a Santo Antônio para que: "Rompa-se a dura prisão", se quem nos liberta da prisão é o nome de Jesus? Veja:

"Ele, porém, fazendo-lhes sinal com a mão para que se calassem, contou-lhes como o Senhor o tirara da prisão e acrescentou: Anunciai isto a Tiago e aos irmãos. E, saindo, retirou-se para outro lugar." 
 Atos 12:17.



Aqui vemos que o Senhor, referindo-se a Jesus, tirou Pedro da prisão. O versículo 7 disse que foi um anjo do Senhor quem fez isso. Mas observe no relato todo (o contexto) que Pedro não pediu intercessão a um anjo, mas assim aprouve Deus fazer. E o fato de Deus ter usado um anjo não implica que precisemos invocar a ajuda de um deles, ou um dos nossos heróis da fé preferidos, que aguardam a ressurreição, para nos ajudar.

5. Para que orar a Santo Antônio "E no auge do furacão Cede o mar embravecido" se apenas Deus tem poder para fazer o mar e a tempestade se acalmarem? Veja:

"O SENHOR é tardio em irar-se, mas grande em poder e jamais inocenta o culpado; o SENHOR tem o seu caminho na tormenta e na tempestade, e as nuvens são o pó dos seus pés. Ele repreende o mar, e o faz secar, e míngua todos os rios; desfalecem Basã e o Carmelo, e a flor do Líbano se murcha." Naum 1:3, 4.



"Perguntou-lhes, então, Jesus: Por que sois tímidos, homens de pequena fé? E, levantando-se, repreendeu os ventos e o mar; e fez-se grande bonança." 
Mateus 8.26.



Conforme observamos nos textos acima, no Antigo Testamento é Deus quem tem poder sobre a tempestade e o mar. No Novo Testamento, é o próprio Deus, na pessoa de Jesus Cristo. Nenhum "santo" aqui tem esse poder.

6. Por que orar a Santo Antônio com a intenção de que: "Todos os males humanos se moderem, se retirem" se é o nome de Jesus quem faz isso? Observe:

"Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. [...] Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniqüidades deles levará sobre si." 
 Isaías 53:5, 11.



Aqui trata-se, conforme até mesmo as Bíblias Católicas, nas notas de roda-pé, de uma profecia messiânica, ou seja, que se cumpriria no Messias, Jesus Cristo. Se é Jesus quem leva nossas iniquidades, e por meio deles somos sarados, como ensinar que precisamos de Santo Antônio para que os males se retirem?

7(a). Por que orar a Santo Antônio para que "pela sua intercessão fuja a peste, o erro, a morte", se o único que pode interceder por nós, no céu, é Jesus, visto ser Ele onisciente, ou seja, só Deus (Jesus) pode ouvir um infinito número de pedidos ao mesmo tempo? Veja:

"Agora, vemos que sabes todas as coisas e não precisas de que alguém te pergunte; por isso, cremos que, de fato, vieste de Deus." 
João 16:30.



"Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós."  Romanos 8:34.



A Igreja Católica Romana poderia citar ao menos um versículo na Bíblia que mostrasse alguém de alguém, no céu, a não ser Jesus, interceder a Deus por nós? Evidentemente que não! Obviamente que nós, enquanto na terra, podemos interceder por alguém, orando por ele, mas isso quando ficamos sabendo de alguém que precise de uma oração. Isso é bíblico. Todavia, os méritos dos resultados da intercessão não são nossos, como a oração em questão e outras parecem atribuir aos "santos" a que se destinam. Também, como podemos imaginar alguém no céu, que não seja Deus, com o poder de ouvir milhões de preces para intercessão ao mesmo tempo?

7(b). Por que orar a Santo Antônio para que fuja a peste, o erro e a morte, se é no nome de Jesus que a peste (doença) é curada, o erro é evitado por conhecermos a verdade, e a morte é evitada apenas por Deus (no caso Jesus)? Observe:

"E vieram a ele muitas multidões trazendo consigo coxos, aleijados, cegos, mudos e outros muitos e os largaram junto aos pés de Jesus; e ele os curou. De modo que o povo se maravilhou ao ver que os mudos falavam, os aleijados recobravam saúde, os coxos andavam e os cegos viam. Então, glorificavam ao Deus de Israel." 
 Mateus 15:30, 31.



Se Jesus tem poder para nos curar e para nos livrar da morte, em situações perigosas que enfrentamos, e quando estamos doentes e sofrendo, correndo o risco de morrer, então por que fazer tais pedidos a Santo Antônio?

8. Por que orar a Santo Antônio "para que sejamos dignos das promessas de Cristo", se é pela fé em Jesus Cristo que herdamos as promessas, e não pela oração, prece ou reza a um "santo"? Veja:

"Para que não vos torneis indolentes, mas imitadores daqueles que, pela fé e pela longanimidade, herdam as promessas." -Hebreus 6:12, Veja também 2 Pedro 1:3, 4.



O texto acima diz que herdamos as promessas pela fé, e exorta-nos a imitar os que tem fé, e não pedir a eles que se ajam como intercessores, a fim de que as promessas de Jesus se cumpram em nossas vidas.

Conclusão

O Sr. Fernando de Bulhões, chamado posteriormente de Antônio, com certeza foi uma pessoa dedicada ao Deus em que cria. Falou de Jesus. Mas como cada um pode ter certeza apenas de sua própria salvação, nem podemos dizer se ele foi salvo. Esperamos que tenha sido. Mas se foi, temos certeza absoluta, mediante a Bíblia, de que nem sequer uma dessas orações lhe chegam para incomodá-lo. Só Deus é declarado como ouvinte de orações. Jesus é Deus, por isso, as orações devem ser feitas em nome de Jesus. Ele mesmo disse:

"E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho." 
João 14:13.

Todavia, afirmar que através de Santo Antônio se consegue todas esses pedidos acima considerados é uma tremenda heresia. No mínimo significaria dizer que Jesus não nos seria suficiente para nos atender, e por isso, precisamos de mais um secretário, ou intercessor, junto a Deus, para sermos atendidos. Portanto, é nosso sincero desejo de que nossos amados católicos romanos reflitam sobre essa questão, de se confiar em "santos" ou santos que por não lhes ser permitido saber sobre a vida debaixo do sol, nem sabem que o Corínthians subiu para a primeira divisão de 2009 do Campeonato Brasileiro, quanto mais teriam o poder de serem oniscientes e responderem a essas orações.


Autoria: Fernando Galli
Editado e corrigido por: Rosemberg Borges

AS OVELHAS DE CRISTO ESTÃO SEM PASTORES

A IGREJA CLAMA POR MELHORES PASTORES








O PROBLEMA

É possível que uma congregação inteira fique insatisfeita com o seu pastor, a ponto de desejar, ardentemente, a sua substituição? Essa pergunta, à primeira vista, parece ridícula e sem fundamento, isto porque, a priori, o pastor foi ungido pelo Senhor Jesus Cristo para o santo ministério e, consecutivamente, foi considerado digno da confiança do pastor-presidente que o designou para essa função. Dessa forma, a própria insatisfação, em si, seria considerada uma atitude reprovável; mais do que isso: tal atitude poderia ser a manifestação de crentes que sucumbiram às influências de Satanás, o grande semeador de contendas.

Há quem diga que, nos primódios do protestantismo no Brasil, a figura do pastor gozava de uma maior autoridade sobre o rebanho, que aceitava, sem contestação, a sua decisão. Os congregados orbitavam em torno do pastor como planetas regidos por um lei inquebrantável. Protesta-se que hoje a situação não é mais a mesma. Frequentemente o pastor tem de lidar com membros contenciosos, e até obreiros, que lhe resistem abertamente, desprezando completamente a sua superioridade eclesiástica.

Ainda que não abertamente, percebe-se que atualmente há um conflito em andamento em várias igrejas. De um lado os membros reivindicam o direito de participar das decisões da igreja, o direito de serem ouvidos. Há um forte clamor por uma igreja mais democrática, por uma administração mais participativa. Há cristãos que não querem mais se submeter passivamente a tudo que o pastor determina. Eles exigem sempre uma razão. Do outro lado, há os pastores, que não admitem perder terreno para os membros. Não abrem mão de terem sempre a palavra final e não aceitam serem contrariados. Sentem-se confortáveis em serem líderes autocráticos. Acham que o pastor que tenta agradar a maioria destrói a si mesmo; acham que ceder às crescentes exigências dos membros mina completamente a autoridade do pastor. Há muitas igrejas vivendo sob essa tensão que, às vezes, é quase insuportável. 

É uma guerra fria, na qual, um tenta prevalecer sobre o outro. Quando insatifeitos, os membros torcem pela destituição do pastor. Esse último, por sua vez, sonha com o dia em que os contenciosos mudarão para outra congregação, deixando-o, assim, em paz.

E agora? Quem está com a razão?

Talvez a melhor forma de analisar esse conflito seja atingir as causas, não secundárias, mas primárias do seu surgimento, as quais, uma vez conhecidas, possibilitarão o apontamento de soluções mais eficazes. Realmente, é verdade que, quando se conhece a causa de uma doença, torna-se mais fácil achar a sua cura.

São dois os fatores preponderantes que colaboraram para o surgimento do abismo relacional entre os pastores e membros:

AS CAUSAS DO PROBLEMA

1) O advento da igreja pós-moderna.

2) O crescimento das igrejas

Quanto ao primeiro fator, deve ser dito, primeiramente, que não há dúvida quanto à honradez, à sinceridade e ao caráter ilibado de grande parte dos pastores que são designados como dirigentes de congregação por seus pastores-presidentes. São servos de Deus que têm dedicado suas vidas em prol do Evangelho. Quanto aos mais idosos, a Igreja do Senhor Jesus Cristo é mais do que grata pelo trabalho pioneiro, prestado por eles, há décadas atrás.

Entretanto, a sociedade pós-moderna globalizada, multicultural, secularizada, cética e pluralista tem exigido do pastor um aperfeiçoamento mais abrangente, em diversas áreas (espiritual, cultural, intelectual, psicológica, etc.)

O livro “O Pastor Pentecostal – Um mandato para o Séc. 21” (Edições CPAD) fala sobre a necessidade de lidar com mudanças: “Já não vivemos nos dias de antigamente, quando o pai trabalhava, a mãe ficava em casa, as crianças faziam suas lições de casa depois da escola e todos iam juntos à igreja no domingo. A era da informação mudou a maneira como as pessoas trabalham e vivem. O mundo de hoje não é como o de nossos pais. A época em que vivemos não é o que aprendemos em institutos bíblicos ou nos seminários.”

Continua o livro: “As mudanças têm afetado drasticamente a igreja. Em muitos casos achamos difícil enfrentar o fato de que as circunstâncias mudam. Muitas vezes, em nosso zelo de nos manter fiéis a uma mensagem imutável, não percebemos que estamos nos dirigindo a um mundo mutável. Pastores e igrejas de sucesso percebem que vivem em um mundo sujeito a mudanças e adaptam a mensagem imutável a esse mundo mutável. A influência da televisão levou ao mundo para as zonas rurais. Em igrejas pequenas, mais se exige de pastores e líderes de igrejas para tentarem igualar-se aos grandes ministérios paraeclesiásticos vistos na televisão nacional. Crianças que passam a semana na escola aprendendo em computadores e divertindo-se em jogos virtuais de computador já não ficam fascinadas com o flanelógrafo na aula da Escola Dominical. Ainda que o poder de nossa mensagem seja imutável, o meio de apresentar a mensagem tem de mudar. O desafio enfrentado pelos pastores da atualidade é como lidar pessoalmente com o andamento e o impacto das mudanças, como ajudar as pessoas a lidar com essas mudanças e como controlar as mudanças em nossas igrejas”

Há pastores que ainda estão presos ao passado. Insistem em aplicar filosofias administrativas, costumes e valores que já são, por demais obsoletos e que não têm mais nenhuma utilidade para a igreja. Não se trata aqui de dizer que os cristãos têm de arrancar os "marcos antigos" e substituí-los por outros, ou trocá-los de lugar. Certamente, existem  valores que são absolutos, imutáveis e eternos, inerentes à essência do Evangelho, mas existem outros que são relativos, fortemente influenciados pela cultura de uma época, como é o caso da antiga proibição de assistir televisão. Outros princípios como a necessidade de se evitar vestes indecorosas dentro da casa de Deus, certamente permanecerão. 

Também há pastores, que não obstante serem da uma nova safra, também não estão sintonizados com a nova realidade. Eles têm um formação teológica, cultural e eclesiástica muito limitada. Muitos deles são lançados de pára-quedas nas congregações por seus pastores-presidentes, sem nenhum preparo prévio. A não ser por uma intervenção miraculosa da parte de Deus, uma igreja que receba tal obreiro está destinada ao sofrimento, dada a complexidade que envolve dirigir uma congregação.

Quanto ao segundo fator - o crescimento da igreja - os chamados "campos" ministeriais eram pequenos até algum tempo atrás. Logo começaram a crescer, multiplicando, quase que exponencialmente, as suas congregações. Hoje são ministérios imensos, alguns contando com centenas de congregações. A igreja, enfim se institucionalizou, assumindo aspecto praticamente corporativo. O resultado colateral desse espantoso crescimento foi a perda do controle sobre as ações do dirigente de congregação. O pastor-presidente passou a concentrar sua atenção em problemas cada vez mais complexos e gerais, envolvendo-se em decisões do chamado "alto escalão"; decisões predominantemente institucionais e de natureza financeira, arregimentando, também, para essa finalidade um grupo considerável de pastores que passaram a dedicar seus esforços à manutenção da máquina administrativa.

Como resultado, os crentes foram deixados à mercê do arbítrio do dirigente da congregação que, por não haver um acompanhamento mais efetivo de sua liderança, vê-se livre para imprimir seus próprios valores, às vezes contrários ao da igreja matriz. O resultado, geralmente, é o jugo, o sofrimento. Comumente, a tensão surge quando os membros percebem que o seu dirigente toma atitudes que não coadunam com a filosofia administrativa do pastor-presidente. Há situações como essas que perduram por longos anos, sem o conhecimento do pastor-presidente que não tem tempo para cuidar de detalhes. Os crentes são maltrados e desrespeitados. Quando chega a denúncia ao pastor-presidente, ele não dá crédito. Acha que as reclamações são apenas murmurações sem fundamento que não comprometem a reputação do seu subordinado. Não há dúvida de que o acompanhamento das atividades da congregação, pela diretoria da matriz, certamente iria coibir muitas práticas abusivas, perpetradas por alguns dirigentes. Mas ocorre o contrário: há líderes que praticamente não se importam com o que se passa na congregação.

PROPOSTAS PARA A SOLUÇÃO DO PROBLEMA

Foram encontradas, portanto, duas causas primárias que originam essa tensão atual entre pastores e membros:

-Incompatibilidade entre os valores do pastor e as necessidades da nova igreja.

-Ausência de um sistema interno de controle, que permita uma avaliação precisa da eficiência pastoral e administrativa do dirigente da congregação. 

Duas propostas poderiam ser apresentadas, com o fim de solucionar o problema ora apresentado:

1) Reunião anual em cada congregação, entre membros e obreiros, com a participação de um representante da diretoria da igreja-matriz, como observador.    

2) Cursos de reciclagem para os dirigentes de congregação, extensivo aos demais obreiros, nos quais pudessem ser ministradas palestras com temas diretamente vinculados ao ministério pastoral, tais como: ética cristã, relações interpessoais, liturgia, aconselhamento pastoral, finanças, princípios básicos do Direito Civil relativo a igrejas, etc. 

Dando desenvolvimento à primeira idéia, considera-se de vital importância a visita periódica de membros da diretoria da igreja-matriz às congregações, para participarem de reuniões, com o exclusivo objetivo de tomarem ciência de seus projetos, seus problemas, enfim, suas realidades. Justificativas para tal medida:

-Os membros se sentiriam mais valorizados, pois passariam a ter uma maior percepção do interesse da administração central pelos assuntos da congregação. Há congregações que ficam sem visita de pastores da matriz por anos a fio. Tal situação configura-se um verdadeiro abandono.

-A diretoria passaria a ter o acesso direto a informações que, por sua própria natureza, têm mais dificuldades de serem conhecidas pela simples supervisão à distância. Como protestantes, repudiamos totalmente o dogma da infalibilidade papal. A justificativa para tal posição é o fato de reconhecermos que até o mais santo dos homens é falho. Inclui-se no rol das possíveis falhas a tentativa de um subalterno ocultar fatos àquele a quem deve prestar contas. Infelizmente, nesses casos, a informação só chega ao órgão superior através de denúncias anônimas daqueles que se sentem injustiçados. Segue-se que, basear-se em um relatório periódico do dirigente, por mais confiável que ele seja, constitui apenas uma das vias de conhecimento da realidade da congregação. Basear-se apenas na fria análise estatística da entrada de dízimos é tratar de forma superficial o problema. É mister valher-se de outros métodos de avaliação do desempenho daquele que está no comando das ovelhas do Senhor. Na maioria das principais instituições da sociedade moderna há algum tipo de supervisão ou controle. No âmbito do judiciário, existe o sistema de correição que consiste na visita periódica de juízes, designados pela Corregedoria, a cada uma das comarcas do Estado, com o objetivo de tomarem ciência de todos os problemas internos às varas. O princípio da publicidade impede que secretários municipais e estaduais e ministros de governo  realizem algum ato administrativo sem o conhecimento de outros órgãos. Ouv-se dizer que o dono das Casas Bahia visita pessoalmente suas lojas, até anonimamente, para se certificar do bom andamento de seus negócios. Alguém poderia dizer que a Igreja não é o Judiciário, não é a Administração Pública e não é as Casas Bahia. Concordo. Não é mesmo. A Igreja é muito mais importante e merece uma supervisão mais cuidadosa e objetiva que não passe apenas pela via unilateral da auto-avaliação subjetiva do dirigente da congregação.

-Um contato mais direto com os problemas pelos quais passa o dirigente permitiria à Diretoria uma melhor avaliação da situação da congregação, possibilitando, conseqüentemente, soluções mais eficazes e um suporte mais sólido ao dirigente. A princípio a ida de membros da Diretoria à congregação parece ser uma ação incoerente de fiscalização das atividades do dirigente, pois, se o pastor presidente o colocou ali, é porque confia nele plenamente. Não deve ser entendido assim. Essa medida, na verdade, é uma forma maravilhosa de se oferecer apoio ao dirigente, que, em algumas situações, pode sentir-se isolado numa ilha de dificuldades, sem ter quem o ajude.

Quanto à segunda idéia, é inegável que a promoção de palestras, voltadas especificamente para os dirigentes das congregações e seus auxiliares, tendo em vista o aperfeiçoamento do ministério, em face dos desafios do Século 21, iria redundar em frutos abundantes: crescimento da membresia, satisfação dos membros, prosperidade financeira e outras dádivas que Deus, com certeza, quer conceder à sua igreja. Como já foi dito, são muitos os assuntos que podem ser ministrados: ética cristã, relações interpessoais, liturgia, aconselhamento pastoral, finanças, princípios básicos do Direito Civil relacionado a igrejas, etc.  Especialistas poderiam ser convidados para instruir os dirigentes através de palestras com programação predefinida. 

As maiores empresas do mundo: Microsoft, Xerox, Petrobrás, etc., promovem, regularmente, cursos de reciclagem para seus executivos. Por que os obreiros não precisam? Os pastores atuais também precisam, muito, de cursos de reciclagem que lhes permitam uma auto-avaliação e que lhe mostre novos horizontes e novos conceitos. Com certeza, o obreiro do Senhor precisa de um constante aperfeiçoamento, para o seu bem, e, principalmente, para o bem do corpo de Cristo. Sempre há espaço para se aprender alguma coisa nova e útil.

O perfil do crente atual tem exigido pastores bem preparados. As pessoas atualmente são mais instruídas, bem mais esclarecidas, tanto cultural quanto teologicamente. As necessidades também mudaram sensivelmente. O pastor que parou no tempo não têm mais condições de atender a esse tipo de crente. Ser espiritual apenas, não basta. Pedro era tão espiritual quanto Paulo, mas Paulo destacou-se como o mais importante do apóstolos justamente por causa da sua melhor formação. A própria administração da igreja exige do pastor conhecimentos básicos de contabilidade, legislação, informática, etc. 

Às vezes, em reuniões de obreiros, gasta-se um tempo precioso com frivolidades. São ótimas oportunidades para a realização de palestras instrutivas, mas infelizmente, não são aproveitadas.

CONCLUSÃO:

A situação, acima exposta, deixa claro que quando o pastor-presidente negligencia a sua obrigação de garantir a formação e designação de pastores excelentes, quem sofre é o membro comum. O trabalho constante do pastor-presidente de proporcionar aperfeiçoamento aos seus pastores e de monitorar suas atividades, certamente reduziria em muito os conflitos que surgem nas congregações.

Vive-se, atualmente, uma situação há muito profetizada pelo filósofo cristão dinamarquês Kierkegaard, o qual, em sua época, lamentou sobre a forma pela qual a religião cristã de seu país violentava o indivíduo, transformando-o em um ser despersonalizado, na grande massa disforme de seres humanos, impedindo-o de reconhecer o valor da sua própria existência, como criatura singular. É exatamente isso o que muitas igrejas estão fazendo com muitos filhos de Deus, os quais, por incrível que pareça, sentem-se, muitas vezes, solitários dentro da Casa do Senhor, abandonados por aqueles há muitos dominados por um egoísmo perverso e que estão cegos para  as desgraças alheias. 

As pessoas atualmente estão mais carentes do que nunca. Elas não querem ser apenas um número; elas querem ser um SER. Isso tudo foi causado pelo crescimento da igreja, mas ainda há tempo de reverter essa situação e adotar uma política que prime pela valorização da boa relação entre o pastor e seus membros. O pastor deve ser preparado para o membro e o membro para o pastor. O resultado, certamente, seria a valorização do pastor pelo membro e também, o reconhecimento pelo pastor, de que o membro não é apenas um estatística, mas alguém que merece todo o seu carinho e atenção.
AUTOR: CRISTIANO SANTANA
POSTADO POR: ROSEMBERG BORGES

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

A VERDADEIRA MISSÃO DA IGREJA

É PRECISO VOLTAR AS SUA ORIGENS




          Igrejas fazem parte da nossa realidade. Em muitas cidades brasileiras, há um local de reunião de alguma igreja em praticamente cada esquina. Conforme estatísticas publicadas em setembro de 2013 pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, no Brasil são registradas novas igrejas num ritmo de quase 12 por dia!


 "e perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações.
Em cada alma havia temor, e muitos prodígios e sinais eram feitos pelos apóstolos.
Todos os que criam estavam unidos e tinham tudo em comum.
E vendiam suas propriedades e bens e os repartiam por todos, segundo a necessidade de cada um.
E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam com alegria e singeleza de coração,
louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E cada dia acrescentava-lhes o Senhor os que iam sendo salvos."
 (Atos 2: 42-47)




IMAGINEM SE TODAS ESSAS IGREJAS OBEDECESSEM O QUE JESUS ORDENOU A JUDAS PARA REPARTIR COM OS POBRES TUDO O QUE RECEBESSE DE DOAÇÕES COM CERTEZA NÃO TERIA PESSOAS PASSANDO FOME NEM FRIO
  
           Por que existem igrejas? Se a resposta for baseada nas atividades das igrejas modernas, poderíamos fazer uma lista de possíveis motivos para justificar a existência das igrejas. 

IGREJA OU CLUBE SOCIAL?






        Na prática, muitas delas existem para fornecer diversão para jovens, oferecer clínicas, abrigos e academias para manter a saúde das pessoas e até mesmo ringues para lutas livres.



IGREJA RENASCER MONTA RINGUE DE VALE-TUDO EM TEMPLO PARA ATRAIR JOVENS A CULTO EM SÃO PAULO


 



           Mas longe da visão de JESUS e seus apóstolos, a igreja vem pregando um outro tipo de mensagem que não é o Evangelho de Cristo, posso chama-lo de Evangelho espúrio (Que não é certo, verdadeiro ou real; hipotético. Não legítimo; bastardo).  Infelizmente a visão "delas" é  arrecadar fundos para garantir a riqueza dos líderes e a pobreza dos fiéis, criar redes de marketing para a venda de livros, CDs, DVDs, perfumes e outros produtos.


 O COMÉRCIO NA OBRA DE DEUS



IGREJA OU EMPRESA?



PASTORES CADA VEZ MAIS RICOS



ENQUANTO AS OVELHAS CADA VEZ MAIS POBRES



             UNS VÃO PARA SUAS IGREJAS ASSIM:


AVIÃOZINHO DO BISPO MACEDO



AVIÃOZINHO DO Pr. SILAS MALAFAIA

 
Sem falar que hoje a missão que a maioria das igrejas exercem através de seu pastores que manipulam seus rebanhos  para eleger seus candidatos a posições de poder. 

CAMPANHAS POLÍTICAS 


          "Cenas como essas onde uma comissão de políticos do Partido dos Trabalhadores chegaram para um congresso realizado por jovens da Assembleia de Deus da Vila Acre, são cada vez mais comuns com a proximidade das eleições. Ano passado alguns membros da Assembleia de Deus de Cruzeiro do Sul demonstraram  algum descontentamento quando o prefeito Vagner Sales (PMDB) subiu ao púlpito (local sagrado para os evangélicos) e defendeu sua gestão com o microfone da igreja".

ESTA É A REALIDADE 




          Quando analisamos as diversas atividades praticadas em nome de religião, especificamente no contexto do “cristianismo”, percebemos que algumas coisas mudaram dramaticamente desde a época em que os apóstolos ensinavam o evangelho do reino de Deus.


           Agora, vamos abordar a questão de uma maneira diferente. Da perspectiva bíblica, por que existem igrejas? Qual foi a missão que Jesus deu aos seus seguidores quando edificou a sua igreja? Quando seus apóstolos orientavam as igrejas do primeiro século, qual foi seu foco?


Encontramos uma descrição simples no relato de Lucas sobre o trabalho da igreja que iniciou em Jerusalém no dia de Pentecostes, sete semanas depois da morte de Jesus: 

“E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações”     
         
(Atos 2:42)

Percebemos uma ênfase nas coisas espirituais e eternas, não nas atividades sociais nem na busca de benefícios materiais. Vamos observar outros fatos sobre essa missão espiritual da igreja no Novo Testamento.


Não há dúvida que a igreja do primeiro século se preocupou com as coisas espirituais. Jesus não estabeleceu um clube esportivo ou social, e ninguém tem direito de corromper a missão divina da igreja do Senhor. Devemos fazer tudo pela autoridade de Jesus.

"E, quando fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai."
                                                 (Colossenses 3:17)


        O reino de Cristo é espiritual (João 18:36) e seus seguidores são guerreiros numa batalha espiritual, usando a armadura e as armas espirituais (2 Coríntios 10:3-6; Efésios 6:10-17).


As reuniões da igreja, conforme o padrão das Escrituras, são ocasiões para louvar ao Senhor e edificar os participantes. Os santos no primeiro século oravam juntos (Atos 4:31; 1 Timóteo 2:1-2), pregavam o evangelho de Jesus (Atos 4:33), participavam da Ceia do Senhor para sempre lembrar da morte de Cristo pelos seus pecados (Atos 20:7; 1 Coríntios 11:17-34) e cantavam salmos, hinos e cânticos espirituais (Efésios 5:19; Colossenses 3:16). Além da adoração ao Senhor, as reuniões tinham o propósito de convencer os incrédulos e edificar os santos (1 Coríntios 14:24-26).


De acordo com as instruções apostólicas, os cristãos aproveitavam as reuniões do primeiro dia para ajuntar o dinheiro que seria usado no trabalho da igreja (1 Coríntios 16:1-2). O dinheiro foi empregado nas obras que Deus deu para a igreja, especialmente a divulgação do evangelho e os cuidados de cristãos necessitados. Mas o que vemos nos causam repúdios.


É OU NÃO É OUTRO EVANGELHO?



         No padrão das Escrituras, cada membro do corpo tem seu papel na edificação de todos (Efésios 4:11-16), e a igreja tem obrigação de ensinar o evangelho (1 Timóteo 3:15). Certa vez ouvi de um pastor o seguinte: "...Nem tudo que sabemos devemos passar para o povo....". Logo percebi que eu estava no lugar errado e que não fui chamado para viver um Evangelho de Falsidades. Nos cristãos temos o privilégio de divulgar a mensagem salvadora de Cristo.

 "Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego."
 (Romanos 1:16).



Enquanto a missão principal da igreja no Novo Testamento fosse espiritual, devemos observar, também, um lado material de seu trabalho. Os cristãos contribuíam seus recursos financeiros para aliviar as necessidades dos irmãos pobres (Atos 4:32-37), inclusive as viúvas que precisavam de ajuda (Atos 6:1-2).

Jesus não sacrificou sua vida para estabelecer clubes sociais, partidos políticos ou empresas voltadas ao lucro financeiro. Ele morreu para resgatar pecadores do pecado, e seus seguidores devem manter o foco na mesma missão espiritual!

VOLTEMOS AO EVANGELHO PURO DE CRISTO JESUS.


Texto de  Dennis Allan
Editado e reorganizado por 
Rosemberg Borges
Formado em Teologia pelo IBERJ
Atualmente Cursando o Bacharel em Teologia. 
                    

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

QUEM SÃO OS 144 MIL DO APOCALIPES ?




O livro do Apocalipse é o único livro da Bíblia que promete bênção a quem o lê. No entanto é o mais enigmático dos livros. Possui muitas alegorias e está repleto de textos de difícil interpretação.

 Bem aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo.
(Ap 1:3)

Diante dessa promessa, porque o motivo de ler, de nos apossamos de tão grandes bênçãos. Certa vez ouvi de uma pessoa o seguinte: “Tenho medo de ler este livro”
Portanto busquemos a instrução e ajuda do Divino Espírito Santo, para não fazermos e tirarmos conclusões impróprias.
A palavra Apocalipse vem do grego e quer dizer “descobrir”, “revelação”. Foi escrito pelo Apóstolo e evangelista João, quando esteve exilado na ilha de Patmos, localizada na Grécia a 55 km da costa da Turquia. 


João fora levado para lá devido as perseguições aos cristãos imposta pelo Imperador Romano Domiciano, que nutria um ódio mortal pelos cristãos.
Este livro foi o último a ser escrito, por volta do ano 95 d.C.
Para compreendermos este livro, precisamos voltar um pouco na história, e nos aprofundarmos no livro de Daniel no Antigo Testamento, pois, um completa o outro....Vamos lá?
Ora Daniel ainda era muito jovem quando fora levado cativo para corte do rei Nabucodonosor na Babilônia no ano 605 a.C, quando este rei invadiu e derrotou de vez Jerusalém levando muitos cativos, inclusive o jovem Daniel, e já vivendo em cativeiro, Daniel teve algumas visões acerca do fim dos tempos.
 Estarei resumindo, pois, irá fugir do tema proposto.No capítulo dois de Daniel o rei Nabucodonosor tem um sonho de uma estátua que, de acordo com a interpretação, representa o domínio babilônico (cabeça de ouro); o domínio Medo-Persa (peito e braços de prata); o império Grego (ventre de bronze); o último império, o romano é dividido em duas partes (as duas pernas de ferro) refere-se até a época de Constantino e os pés de ferro misturados com barro, refere-se ao futuro império romano, que muitos concordam se tratar da União Européia (os dez dedos serão dez países). Mas vamos deixar este assunto para outra oportunidade.




 Diante dos acontecimentos João recebe as revelações do próprio Senhor Jesus, com intuito de consolar os crentes que estavam suportando o martírio. Ora, houve grandes perseguições nos primeiros séculos contra a igreja: veja a relação dos perseguidores:

                  1) Nero (64 d.C);
2) Domiciano (95 d.C);
3) Trajano (112 d.C);
4) Marco Aurélio (117 d.C);
5) Sétimo Severo (fim do segundo século);
6) Décio (250 d.C);
7) Diocleciano (303 d.C).

Bem, isso foi apenas um resumo do que aconteceu, está acontecendo e irá acontecer...Agora irei diretamente ao tema proposto:

                                  AFINAL QUEM SÃO OS 144 MIL DO APOCALIPSE?


Existem diferentes interpretações propostas por parte das muitas denominações religiosas sobre quem são os 144 mil selados, onde podemos sitar algumas:

1) Os Futuristas: defendem a teoria do rapto secreto da igreja e que eles surgirão após a vinda de Jesus e serão poderosos pregadores na terra durante os 7 anos da Tribulação; ex: Os Testemunhas de Jeová

Vejamos o texto bíblico:


“Então , ouvi o números dos que foram selados, que eram cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos dos filhos de Israel: ... Depois destas coisas, vi, e eis grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos.”
(Ap 7:4,9)
 


baseado nos textos acima, podemos perceber que a Bíblia fala de dois grupos grandes e totalmente distintos. Veja:
  • Primeiro grupo: Os 144 mil compostos de pessoas das 12 tribos de Israel;
  • Segundo grupo: Uma grande multidão, salvos de todas as nações, isso não quer dizer que não haja no meio destes Israelitas, diferentes dos 144 mil.


Veja que nos versos 5 e 8, estão relacionados os indivíduos segundo suas tribos, estes textos, derrubam as falsas teorias que estes 144 mil são pessoas não israelitas. (gentios), e como querem também as Testemunhas de Jeová. 

  • Defendem eles que os 144 mil assinalados não são apenas israelitas naturais, mas que se trata também de Israel “espiritual” abrindo assim espaço para os gentios.
  • Em muitas passagens da Bíblia é correto que o crente gentio seja considerado israelita ou judeu. No entanto onde apresenta israelitas e gentios, no mesmo quadro, devemos entender judeus e gentios literalmente.


Afinal quem Deus chamou primeiro?


Jesus enviou seus discípulos, dizendo:


 Não ireis pelo caminho das gentes, nem entrareis em cidade de samaritanos; mas ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel;”

Mt 10:5,6


                Observe a ordem de Jesus a seus discípulos, a irem até as ovelhas perdidas da casa de Israel, antes que fossem a outras pessoas.


“E disse-lhes: Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse e, ao terceiro dia, ressuscitasse dos mortos; e. em seu nome, se pregasse arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém.”

                                                       Lc 24:46,47


Veja também o que o Apóstolo Paulo diz:


 
“Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego.” 

                                                                           Rm 1:16

“Mas Paulo e Barnabé, usando de ousadia, disseram: Era mister que a vós se vos pregasse primeiro a palavra de Deus; mas, visto que a rejeitais, e vos não julgais dignos da vida eterna, eis que nos voltamos para os gentios.”

At 13:46


               A prioridade na recepção da mensagem redentora era um privilégio concedido aos judeus.

“Ressuscitando Deus a seu Filho Jesus, primeiro o enviou a vós, para que nisso vos abençoasse, e vos desviasse, a cada um, das vossas maldades.”

                                                        At 3:26


Jesus ao ser procurado pó uma mulher gentia, enfatizou que o pão deveria ser alimento para o povo de Israel, que a principio era para não ser compartilhado com um povo que não fosse povo de Deus.

O evangelho, segundo a Palavra, é a salvação primeira do judeu e depois do grego.


Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego.

Rm 1:16


“E eis que uma mulher Cananéia, que saíra daquelas cercanias, clamou, dizendo: Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de mim, que minha filha está miseravelmente endemoninhada. Mas ele não lhe respondeu palavra. E os seus discípulos, chegando ao pé dele, rogaram-lhe, dizendo: Despede-a, que vem gritando atrás de nós. E ele, respondendo, disse: Eu não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel. Então chegou ela e adorou-o, dizendo: Senhor socorre-me. Ele porém, respondendo, disse: Não é bom pegar o pão dos filhos e deitá-los aos cachorrinhos. E ela disse: Sim, Senhor, mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos. Então, respondeu-lhe Jesus e disse: Ó mulher, grande é a tua fé. Seja isso feito para contigo, como tu desejas. E, desde aquela hora, a sua filha ficou sã.”

Mateus 15:22-28


“Qual é, logo, a vantagem do judeu? Ou qual a utilidade da circuncisão? Muita, em toda maneira, porque, primeiramente, as palavras de D-us lhe foram confiadas”
  
                                                                          Rm 3:1,2

“Porque eu mesmo poderia desejar ser separado de Cristo, por amor de meus irmãos, que são meus parentes segundo a carne; que são israelitas, dos quais é a adoção de filhos, e a glória, e os concertos, e a lei, e o culto, e as promessas; dos quais sãos os pais, e dos quais é Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito eternamente. Amém”.


                                                                           Rm 9:3-5



                A palavra sendo primeiramente anunciada aos israelitas, mostra-nos que a princípio a igreja foi formada exclusivamente de judeus e demais israelitas. Estes são tidos como os primeiros frutos da pregação do evangelho do reino.
 

“E olhei, e eis que estava o Cordeiro sobre o monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, que em sua testa tinham escrito o nome dele e o de seu Pai... Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vai. Estes são os que dentre os homens foram comprados como primícias para Des e para o Cordeiro.” 

Ap 14:1,4
         


               O que podemos entender que as primícias  sejam os primeiros frutos colhidos. Os escritos da Brit Chadashah mostram-nos que os primeiros frutos entre os remidos pelo sangue do Cordeiro dizem respeito aos israelitas, a quem Jesus disse que primeiro deveria ser anunciado o evangelho, e de quem o apóstolo falou como os primeiros receptores da mensagem. Sendo assim, como poderíamos ter ainda no último século pessoas que façam parte dos 144 mil assinalados?

Na festa israelita que celebrava as primícias da colheita, Shavuot (o Pentecostes), estavam presentes pessoas de vários lugares, a quem Pedro, cheio do Espírito Santo, dirigiu palavras dizendo:

 
“Varões israelitas, escutai estas palavras: A Jesus Nazareno, varão aprovado por Deus entre vós com maravilhas, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis;”
 At 2:22

cumpria-se o que fora predito pelo profeta Joel.

 "E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões. E também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o meu Espírito. E mostrarei prodígios no céu, e na terra, sangue e fogo, e colunas de fumaça. O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e terrível dia do SENHOR. E há de ser que todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo; porque no monte Sião e em Jerusalém haverá livramento, assim como disse o SENHOR, e entre os sobreviventes, aqueles que o SENHOR chamar".

 Joel 2:28-32 


                                        resultando na conversão de quase 3000 almas

 
  “E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor chamar: E com muitas outras palavras isto testificava e os exortava, dizendo: Salvai-vos desta geração perversa. De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e, naquele dia, agregaram-se quase três mil almas.” 

At 2:38-41


“... louvando a Deus e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar.” 

At 2:47
 

  

               Deste ponto em diante, as portas da igreja se abrem para os gentios convertidos. No entanto, não significa que nenhum israelita não mais pudesse salvar-se, mas um endurecimento do povo de Israel, conforme a predição do apóstolo Paulo, em sua carta aos Romanos no capítulo 11, propiciou a abertura para que os gentios convertidos pudessem ser enxertados na Oliveira (Israel), e desta forma, passassem a estar revestidos do Cristo, como descendência de Abraão, e herdeiros da promessa.


              Este grandioso crescimento da igreja, deu-se em cerca de trinta anos e dentro deste período aconteceu o assinalamento dos 144 mil israelitas descritos no Apocalipse. O fim deste assinalamento marca o início do endurecimento de Israel, no que diz respeito à aceitação do evangelho. Este endurecimento perduraria até o retorno do Messias, quando houver entrado a plenitude dos gentios. 



" Porque não quero, irmãos, que ignoreis este mistério (para que não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado;  e assim todo o Israel será salvo, como está escrito: Virá de Sião o Libertador, e desviará de Jacó as impiedades;  e este será o meu pacto com eles, quando eu tirar os seus pecados. Quanto ao evangelho, eles na verdade, são inimigos por causa de vós; mas, quanto  eleição, amados por causa dos pais.  Porque os dons e a vocação de Deus são irretratáveis.  Pois, assim como vós outrora fostes desobedientes a Deus, mas agora alcançastes misericórdia pela desobediência deles, , assim também estes agora foram desobedientes, para também alcançarem misericórdia pela misericórdia a vós demonstrada.  Porque Deus encerrou a todos debaixo da desobediência, a fim de usar de misericórdia para com todos.  Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos!  Pois, quem jamais conheceu a mente do Senhor? ou quem se fez seu conselheiro?  Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado?  Porque dele, e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém. 

Rm 11: 25,26


   


            Precisamos pregar para que almas se rendam aos pés do Senhor, mas com conteúdo, habilidade, unção e fé. infelizmente o que vemos em nossos púpitos, são palavras vazias, sem conteúdos, cheio de achismos... Que DEUS levante verdadeiros ARAUTOS, que pregue e ensina as VERDADES da BÍBLIA SAGRADA.



Rosemberg Borges
Bíblia de Estudo pentecostal
(Almeida Atualizada)