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sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

DEZ COISAS QUE ODEIO EM VOCE, IGREJA

ODEIO A IGREJA, NÃO JESUS!
 
 


       A lista abaixo relacionada é direcionada à igreja institucional, à igreja-empresarial, ao clube de entretenimento, assim falsificada e vendida ao poder temporal. Não me refiro absolutamente à igreja verdadeira, ao remanescente fiel que muitas vezes está contido nessa igreja caricata dos nossos dias.
Compartilho aqui o sentimento de inconformação de Davi quando disse a Deus: Não aborreço eu, Senhor, os que te aborrecem? E não abomino os que se levantam contra Ti? Aborreço-os com ódio consumado, para mim são inimigos de fato.

O que eu odeio em ti, igreja dos nossos tempos?


1. A TUA PRETENSÃO OSTENSIVA de tu te veres superior a tudo e a todos, e com esse orgulho besta, deixas de ser reconhecida como voz de Deus e agência do Reino no mundo. Ao contrário, deverias te afastar pra bem longe dessa vaidade luciferiana e cair em si, voltando a servir humildemente ao mundo ao qual foste enviada.

2. QUANDO INFLEXÍVEL, IMPÕES O DETESTÁVEL LEGALISMO COMO FORMA DE CAMINHADA CRISTÃ com regras insuportáveis que mantém teus membros eternamente cativos a infantilidade na fé, ao invés de conduzi-los à maturidade cristã que alcança a essencial liberdade consciente e anda maduramente nas pegadas de Jesus de Nazaré.
 


 
3. A TUA CEGUEIRA REDUCIONISTA que não discerne claramente o Reino além de tuas limitadas fronteiras, expandindo a visão para ver e aceitar outras formas de expressão, de serviço cristão, de culto e de obras que também glorificam a Deus e contribuem para a expansão do Reino na terra.




4. A TUA FORMA DE JULGAR SUMARIAMENTE as pessoas, se são merecedoras do céu ou do inferno, como se coubesse a ti essa prerrogativa divina de seleção. Deveria tu saber que essa é uma ação exclusiva de Deus.


                         "membro que não dizima deve ser excluindo do rol"

5. A TUA DISCIPLINA CORRETIVA que sempre exclui e joga fora todo aquele que desgraçadamente tropeça por algum motivo, levando invariavelmente o “disciplinado” ao abandono, e ferido, a morrer a míngua.



6. A TUA FORMA ANTIBÍBLICA DE EVANGELIZAR, definindo prazo de mudança para as pessoas ”aceitarem Jesus”, exigindo uma conversão urgente e superficial baseada na adequação compulsória às regras de teus usos e costumes, e não na radical soberana transformação do Espírito Santo, de dentro para fora, e no livre tempo de Deus.


(Desculpa para brincar o carnaval)


7. A TUA VISÃO MISSIONÁRIA/ EVANGELÍSTICA DISTORCIDA que em nome do “ide” retira as pessoas de suas áreas de convivência na sociedade onde exerciam posições estratégicas para alcançar seus semelhantes, para mantê-los circunscritos à área do templo, transformando-os em pessoas inativas ou em obreiros alienados que desconhecem o que se passa no mundo que os rodeiam.



8. O TEU ABUSO DE PODER arrastando milhares de PESSOAS SINCERAS, frágeis, crédulas, simplórias, despreparadas e desavisadas à exaustão, ao esgotamento, ao sofrimento, à decepção, e a se sentirem absolutamente usurpadas física, emocional, material e espiritualmente. Essas pobres vítimas do teu poder abusivo se tornam amargas e refratárias para o Evangelho para sempre, fechadas para qualquer possibilidade de pensarem em Deus ou em coisas relacionadas a ti.




9. A FORMA IMORAL COM QUE TEUS LÍDERES LIDAM COM AS FINANÇAS, manipulando o dinheiro que entra em teus cofres de forma irresponsável, desonesta, revelando que são subjugados pelo deus Mamon. Reproduzes pastores que amam posição, poder, e o dinheiro, tornando-os cheios de avareza e de ganância. ISSO TEM CAUSADO GRANDES ESCÂNDALOS E DANOS IRREVERSÍVEIS PARA O EVANGELHO, E TU ÉS DIRETAMENTE RESPONSÁVEL POR ISSO!




10. E por último, odeio quando MENTES, ASSEVERANDO QUE FORA DE TI, AS PESSOAS NÃO PODEM SOBREVIVER. Saiba que existem milhões de pessoas que nunca adentraram em teus átrios e mesmo assim oram, têm temor, discernimento, maturidade, ética, moral e dignidade, muitas vezes, mais apurados que teus pobres membros pretensiosos.




Sobretudo, há uma forma difícil, dolorida, mas possível, que pode mudar radicalmente esse quadro sombrio: TENS QUE PASSAR PELO PORTAL DO ARREPENDIMENTO. Como diria Jesus, Lembra-te de onde caíste e arrepende-te... 

De:  Manoel Silva Filho
Editado e Corrigido Por: Rosemberg Borges
 

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

ORAÇÃO A SANTO ANTÔNIO É UMA HERESIA

Circula na internet e em alguns folhetos católicos uma oração chamada Responsório de Santo Antônio. Aqui no Brasil, este homem é considerado Santo Casamenteiro, e é invocado quando se perde algum objeto. Seu nome verdadeiro era Fernando de Bulhões. Nasceu em Lisboa aos 15 de agosto de 1195 e faleceu aos 13 de junho de 1231. Foi canonizado pela Igreja Católica em 1232 pelo Papa Gregório IX. Foi considerado pelo Papa Pio XII como o Doutor da Igreja. Observe a oração dirigida a este homem. De modo algum queremos denegrir a imagem desta pessoa, todavia, no campo teológico, refutaremos as heresias contidas na seguinte oração:





                 



RESPONSÓRIO DE SANTO ANTÔNIO



Se milagres desejais,
Recorrei a Santo Antônio;
Vereis fugir o demônio
E as tentações infernais.
Recupera-se o perdido,
Rompe-se a dura prisão
E no auge do furacão
Cede o mar embravecido.
Todos os males humanos
Se moderam, se retiram,
Digam-no aqueles que o viram,
E digam-no os paduanos.
Repete-se: - Recupera-se o perdido...
Pela sua intercessão
Foge a peste, o erro, a morte,
O fraco torna-se forte
E torna-se o enfermo são.
Repete-se: - Recupera-se o perdido...
Glória ao Pai, e ao Filho e ao Espírito Santo
Repete-se:- Recupera-se o perdido...
V: Rogai por nós, bem-aventurado Antônio.
R: Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.


Dentro deste contexto e com todo respeito aos irmãos Católicos Romanos, temos que discordar, baseados na Bíblia, com a oração INTEIRA. Perguntamos assim:

1. Por que orar "Se milagres desejar, recorrei a Santo Antônio", se a Bíblia ensina que os milagres são feitos em nome de Jesus? Veja:

Tomai conhecimento, vós todos e todo o povo de Israel, de que, em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, a quem vós crucificastes, e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, sim, em seu nome é que este está curado perante vós." 
Atos 4:10.

Em nenhum lugar na Bíblia lemos sobre curar alguém em nome de um apóstolo, ou mesmo de um discípulo. Por que deveríamos, então, recorrer a Santo Antônio em busca de Milagres?


2. Por que orar a Santo Antônio na esperança de que: "Vereis fugir o demônio e as tentações infernais", se os demônios e suas tentações, de acordo com a Bíblia, devem ser expulsos no nome de Jesus? Veja:

"Isto se repetia por muitos dias. Então, Paulo, já indignado, voltando-se, disse ao espírito: Em nome de Jesus Cristo, eu te mando: retira-te dela. E ele, na mesma hora, saiu." 
 Atos 16:18.



Novamente, o nome de Jesus é que tem poder, não o de um homem que supostamente seja santo. Aliás, a Bíblia chama de santo todo aquele que recebe Jesus como seu Salvador. Não precisamos esperar um Papa nos canonizar. Observe que nos textos a seguir, membros da igreja do primeiro século, antes de morrerem, já eram chamados de santos.
 
"Paulo, apóstolo de Cristo Jesus por vontade de Deus, aos santos que vivem em Éfeso, e fiéis em Cristo Jesus." 
 Efésios 1:1.

"Desde que ouvimos da vossa fé em Cristo Jesus e do amor que tendes para com todos os santos.
 Colossenses 1:4.


"Saudai todos os vossos guias, bem como todos os santos. Os da Itália vos saúdam.
 "Hebreus 13:24.

3. Por que orar a Santo Antônio com a intenção de que: "Recupera-se o perdido", se a Bíblia ensina que é Jesus Cristo, o Filho do Homem, quem recupera o perdido? Observe:

"Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido." 
Lucas 19:10;  Mateus 18:11.1.



Só Jesus recupera o perdido, porque Ele é Deus. Ele é Todo-Poderoso. É verdade que em Mateus 10:6 Jesus pede aos discípulos para procurarem as ovelhas perdidas de Israel, mas isso não significa que tenhamos que pedir a eles hoje para fazer o mesmo por nós. Jesus ordenou a aqueles discípulos procurarem as ovelhas perdidas enquanto estivessem vivos, não depois de mortos. O mesmo podemos fazer, procurando os perdidos e evangelizando-os. Esse ministério de evangelismo nada tem a ver com um "santo" no céu interceder por pessoas aqui na terra.

4. Por que orar a Santo Antônio para que: "Rompa-se a dura prisão", se quem nos liberta da prisão é o nome de Jesus? Veja:

"Ele, porém, fazendo-lhes sinal com a mão para que se calassem, contou-lhes como o Senhor o tirara da prisão e acrescentou: Anunciai isto a Tiago e aos irmãos. E, saindo, retirou-se para outro lugar." 
 Atos 12:17.



Aqui vemos que o Senhor, referindo-se a Jesus, tirou Pedro da prisão. O versículo 7 disse que foi um anjo do Senhor quem fez isso. Mas observe no relato todo (o contexto) que Pedro não pediu intercessão a um anjo, mas assim aprouve Deus fazer. E o fato de Deus ter usado um anjo não implica que precisemos invocar a ajuda de um deles, ou um dos nossos heróis da fé preferidos, que aguardam a ressurreição, para nos ajudar.

5. Para que orar a Santo Antônio "E no auge do furacão Cede o mar embravecido" se apenas Deus tem poder para fazer o mar e a tempestade se acalmarem? Veja:

"O SENHOR é tardio em irar-se, mas grande em poder e jamais inocenta o culpado; o SENHOR tem o seu caminho na tormenta e na tempestade, e as nuvens são o pó dos seus pés. Ele repreende o mar, e o faz secar, e míngua todos os rios; desfalecem Basã e o Carmelo, e a flor do Líbano se murcha." Naum 1:3, 4.



"Perguntou-lhes, então, Jesus: Por que sois tímidos, homens de pequena fé? E, levantando-se, repreendeu os ventos e o mar; e fez-se grande bonança." 
Mateus 8.26.



Conforme observamos nos textos acima, no Antigo Testamento é Deus quem tem poder sobre a tempestade e o mar. No Novo Testamento, é o próprio Deus, na pessoa de Jesus Cristo. Nenhum "santo" aqui tem esse poder.

6. Por que orar a Santo Antônio com a intenção de que: "Todos os males humanos se moderem, se retirem" se é o nome de Jesus quem faz isso? Observe:

"Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. [...] Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniqüidades deles levará sobre si." 
 Isaías 53:5, 11.



Aqui trata-se, conforme até mesmo as Bíblias Católicas, nas notas de roda-pé, de uma profecia messiânica, ou seja, que se cumpriria no Messias, Jesus Cristo. Se é Jesus quem leva nossas iniquidades, e por meio deles somos sarados, como ensinar que precisamos de Santo Antônio para que os males se retirem?

7(a). Por que orar a Santo Antônio para que "pela sua intercessão fuja a peste, o erro, a morte", se o único que pode interceder por nós, no céu, é Jesus, visto ser Ele onisciente, ou seja, só Deus (Jesus) pode ouvir um infinito número de pedidos ao mesmo tempo? Veja:

"Agora, vemos que sabes todas as coisas e não precisas de que alguém te pergunte; por isso, cremos que, de fato, vieste de Deus." 
João 16:30.



"Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós."  Romanos 8:34.



A Igreja Católica Romana poderia citar ao menos um versículo na Bíblia que mostrasse alguém de alguém, no céu, a não ser Jesus, interceder a Deus por nós? Evidentemente que não! Obviamente que nós, enquanto na terra, podemos interceder por alguém, orando por ele, mas isso quando ficamos sabendo de alguém que precise de uma oração. Isso é bíblico. Todavia, os méritos dos resultados da intercessão não são nossos, como a oração em questão e outras parecem atribuir aos "santos" a que se destinam. Também, como podemos imaginar alguém no céu, que não seja Deus, com o poder de ouvir milhões de preces para intercessão ao mesmo tempo?

7(b). Por que orar a Santo Antônio para que fuja a peste, o erro e a morte, se é no nome de Jesus que a peste (doença) é curada, o erro é evitado por conhecermos a verdade, e a morte é evitada apenas por Deus (no caso Jesus)? Observe:

"E vieram a ele muitas multidões trazendo consigo coxos, aleijados, cegos, mudos e outros muitos e os largaram junto aos pés de Jesus; e ele os curou. De modo que o povo se maravilhou ao ver que os mudos falavam, os aleijados recobravam saúde, os coxos andavam e os cegos viam. Então, glorificavam ao Deus de Israel." 
 Mateus 15:30, 31.



Se Jesus tem poder para nos curar e para nos livrar da morte, em situações perigosas que enfrentamos, e quando estamos doentes e sofrendo, correndo o risco de morrer, então por que fazer tais pedidos a Santo Antônio?

8. Por que orar a Santo Antônio "para que sejamos dignos das promessas de Cristo", se é pela fé em Jesus Cristo que herdamos as promessas, e não pela oração, prece ou reza a um "santo"? Veja:

"Para que não vos torneis indolentes, mas imitadores daqueles que, pela fé e pela longanimidade, herdam as promessas." -Hebreus 6:12, Veja também 2 Pedro 1:3, 4.



O texto acima diz que herdamos as promessas pela fé, e exorta-nos a imitar os que tem fé, e não pedir a eles que se ajam como intercessores, a fim de que as promessas de Jesus se cumpram em nossas vidas.

Conclusão

O Sr. Fernando de Bulhões, chamado posteriormente de Antônio, com certeza foi uma pessoa dedicada ao Deus em que cria. Falou de Jesus. Mas como cada um pode ter certeza apenas de sua própria salvação, nem podemos dizer se ele foi salvo. Esperamos que tenha sido. Mas se foi, temos certeza absoluta, mediante a Bíblia, de que nem sequer uma dessas orações lhe chegam para incomodá-lo. Só Deus é declarado como ouvinte de orações. Jesus é Deus, por isso, as orações devem ser feitas em nome de Jesus. Ele mesmo disse:

"E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho." 
João 14:13.

Todavia, afirmar que através de Santo Antônio se consegue todas esses pedidos acima considerados é uma tremenda heresia. No mínimo significaria dizer que Jesus não nos seria suficiente para nos atender, e por isso, precisamos de mais um secretário, ou intercessor, junto a Deus, para sermos atendidos. Portanto, é nosso sincero desejo de que nossos amados católicos romanos reflitam sobre essa questão, de se confiar em "santos" ou santos que por não lhes ser permitido saber sobre a vida debaixo do sol, nem sabem que o Corínthians subiu para a primeira divisão de 2009 do Campeonato Brasileiro, quanto mais teriam o poder de serem oniscientes e responderem a essas orações.


Autoria: Fernando Galli
Editado e corrigido por: Rosemberg Borges

AS OVELHAS DE CRISTO ESTÃO SEM PASTORES

A IGREJA CLAMA POR MELHORES PASTORES








O PROBLEMA

É possível que uma congregação inteira fique insatisfeita com o seu pastor, a ponto de desejar, ardentemente, a sua substituição? Essa pergunta, à primeira vista, parece ridícula e sem fundamento, isto porque, a priori, o pastor foi ungido pelo Senhor Jesus Cristo para o santo ministério e, consecutivamente, foi considerado digno da confiança do pastor-presidente que o designou para essa função. Dessa forma, a própria insatisfação, em si, seria considerada uma atitude reprovável; mais do que isso: tal atitude poderia ser a manifestação de crentes que sucumbiram às influências de Satanás, o grande semeador de contendas.

Há quem diga que, nos primódios do protestantismo no Brasil, a figura do pastor gozava de uma maior autoridade sobre o rebanho, que aceitava, sem contestação, a sua decisão. Os congregados orbitavam em torno do pastor como planetas regidos por um lei inquebrantável. Protesta-se que hoje a situação não é mais a mesma. Frequentemente o pastor tem de lidar com membros contenciosos, e até obreiros, que lhe resistem abertamente, desprezando completamente a sua superioridade eclesiástica.

Ainda que não abertamente, percebe-se que atualmente há um conflito em andamento em várias igrejas. De um lado os membros reivindicam o direito de participar das decisões da igreja, o direito de serem ouvidos. Há um forte clamor por uma igreja mais democrática, por uma administração mais participativa. Há cristãos que não querem mais se submeter passivamente a tudo que o pastor determina. Eles exigem sempre uma razão. Do outro lado, há os pastores, que não admitem perder terreno para os membros. Não abrem mão de terem sempre a palavra final e não aceitam serem contrariados. Sentem-se confortáveis em serem líderes autocráticos. Acham que o pastor que tenta agradar a maioria destrói a si mesmo; acham que ceder às crescentes exigências dos membros mina completamente a autoridade do pastor. Há muitas igrejas vivendo sob essa tensão que, às vezes, é quase insuportável. 

É uma guerra fria, na qual, um tenta prevalecer sobre o outro. Quando insatifeitos, os membros torcem pela destituição do pastor. Esse último, por sua vez, sonha com o dia em que os contenciosos mudarão para outra congregação, deixando-o, assim, em paz.

E agora? Quem está com a razão?

Talvez a melhor forma de analisar esse conflito seja atingir as causas, não secundárias, mas primárias do seu surgimento, as quais, uma vez conhecidas, possibilitarão o apontamento de soluções mais eficazes. Realmente, é verdade que, quando se conhece a causa de uma doença, torna-se mais fácil achar a sua cura.

São dois os fatores preponderantes que colaboraram para o surgimento do abismo relacional entre os pastores e membros:

AS CAUSAS DO PROBLEMA

1) O advento da igreja pós-moderna.

2) O crescimento das igrejas

Quanto ao primeiro fator, deve ser dito, primeiramente, que não há dúvida quanto à honradez, à sinceridade e ao caráter ilibado de grande parte dos pastores que são designados como dirigentes de congregação por seus pastores-presidentes. São servos de Deus que têm dedicado suas vidas em prol do Evangelho. Quanto aos mais idosos, a Igreja do Senhor Jesus Cristo é mais do que grata pelo trabalho pioneiro, prestado por eles, há décadas atrás.

Entretanto, a sociedade pós-moderna globalizada, multicultural, secularizada, cética e pluralista tem exigido do pastor um aperfeiçoamento mais abrangente, em diversas áreas (espiritual, cultural, intelectual, psicológica, etc.)

O livro “O Pastor Pentecostal – Um mandato para o Séc. 21” (Edições CPAD) fala sobre a necessidade de lidar com mudanças: “Já não vivemos nos dias de antigamente, quando o pai trabalhava, a mãe ficava em casa, as crianças faziam suas lições de casa depois da escola e todos iam juntos à igreja no domingo. A era da informação mudou a maneira como as pessoas trabalham e vivem. O mundo de hoje não é como o de nossos pais. A época em que vivemos não é o que aprendemos em institutos bíblicos ou nos seminários.”

Continua o livro: “As mudanças têm afetado drasticamente a igreja. Em muitos casos achamos difícil enfrentar o fato de que as circunstâncias mudam. Muitas vezes, em nosso zelo de nos manter fiéis a uma mensagem imutável, não percebemos que estamos nos dirigindo a um mundo mutável. Pastores e igrejas de sucesso percebem que vivem em um mundo sujeito a mudanças e adaptam a mensagem imutável a esse mundo mutável. A influência da televisão levou ao mundo para as zonas rurais. Em igrejas pequenas, mais se exige de pastores e líderes de igrejas para tentarem igualar-se aos grandes ministérios paraeclesiásticos vistos na televisão nacional. Crianças que passam a semana na escola aprendendo em computadores e divertindo-se em jogos virtuais de computador já não ficam fascinadas com o flanelógrafo na aula da Escola Dominical. Ainda que o poder de nossa mensagem seja imutável, o meio de apresentar a mensagem tem de mudar. O desafio enfrentado pelos pastores da atualidade é como lidar pessoalmente com o andamento e o impacto das mudanças, como ajudar as pessoas a lidar com essas mudanças e como controlar as mudanças em nossas igrejas”

Há pastores que ainda estão presos ao passado. Insistem em aplicar filosofias administrativas, costumes e valores que já são, por demais obsoletos e que não têm mais nenhuma utilidade para a igreja. Não se trata aqui de dizer que os cristãos têm de arrancar os "marcos antigos" e substituí-los por outros, ou trocá-los de lugar. Certamente, existem  valores que são absolutos, imutáveis e eternos, inerentes à essência do Evangelho, mas existem outros que são relativos, fortemente influenciados pela cultura de uma época, como é o caso da antiga proibição de assistir televisão. Outros princípios como a necessidade de se evitar vestes indecorosas dentro da casa de Deus, certamente permanecerão. 

Também há pastores, que não obstante serem da uma nova safra, também não estão sintonizados com a nova realidade. Eles têm um formação teológica, cultural e eclesiástica muito limitada. Muitos deles são lançados de pára-quedas nas congregações por seus pastores-presidentes, sem nenhum preparo prévio. A não ser por uma intervenção miraculosa da parte de Deus, uma igreja que receba tal obreiro está destinada ao sofrimento, dada a complexidade que envolve dirigir uma congregação.

Quanto ao segundo fator - o crescimento da igreja - os chamados "campos" ministeriais eram pequenos até algum tempo atrás. Logo começaram a crescer, multiplicando, quase que exponencialmente, as suas congregações. Hoje são ministérios imensos, alguns contando com centenas de congregações. A igreja, enfim se institucionalizou, assumindo aspecto praticamente corporativo. O resultado colateral desse espantoso crescimento foi a perda do controle sobre as ações do dirigente de congregação. O pastor-presidente passou a concentrar sua atenção em problemas cada vez mais complexos e gerais, envolvendo-se em decisões do chamado "alto escalão"; decisões predominantemente institucionais e de natureza financeira, arregimentando, também, para essa finalidade um grupo considerável de pastores que passaram a dedicar seus esforços à manutenção da máquina administrativa.

Como resultado, os crentes foram deixados à mercê do arbítrio do dirigente da congregação que, por não haver um acompanhamento mais efetivo de sua liderança, vê-se livre para imprimir seus próprios valores, às vezes contrários ao da igreja matriz. O resultado, geralmente, é o jugo, o sofrimento. Comumente, a tensão surge quando os membros percebem que o seu dirigente toma atitudes que não coadunam com a filosofia administrativa do pastor-presidente. Há situações como essas que perduram por longos anos, sem o conhecimento do pastor-presidente que não tem tempo para cuidar de detalhes. Os crentes são maltrados e desrespeitados. Quando chega a denúncia ao pastor-presidente, ele não dá crédito. Acha que as reclamações são apenas murmurações sem fundamento que não comprometem a reputação do seu subordinado. Não há dúvida de que o acompanhamento das atividades da congregação, pela diretoria da matriz, certamente iria coibir muitas práticas abusivas, perpetradas por alguns dirigentes. Mas ocorre o contrário: há líderes que praticamente não se importam com o que se passa na congregação.

PROPOSTAS PARA A SOLUÇÃO DO PROBLEMA

Foram encontradas, portanto, duas causas primárias que originam essa tensão atual entre pastores e membros:

-Incompatibilidade entre os valores do pastor e as necessidades da nova igreja.

-Ausência de um sistema interno de controle, que permita uma avaliação precisa da eficiência pastoral e administrativa do dirigente da congregação. 

Duas propostas poderiam ser apresentadas, com o fim de solucionar o problema ora apresentado:

1) Reunião anual em cada congregação, entre membros e obreiros, com a participação de um representante da diretoria da igreja-matriz, como observador.    

2) Cursos de reciclagem para os dirigentes de congregação, extensivo aos demais obreiros, nos quais pudessem ser ministradas palestras com temas diretamente vinculados ao ministério pastoral, tais como: ética cristã, relações interpessoais, liturgia, aconselhamento pastoral, finanças, princípios básicos do Direito Civil relativo a igrejas, etc. 

Dando desenvolvimento à primeira idéia, considera-se de vital importância a visita periódica de membros da diretoria da igreja-matriz às congregações, para participarem de reuniões, com o exclusivo objetivo de tomarem ciência de seus projetos, seus problemas, enfim, suas realidades. Justificativas para tal medida:

-Os membros se sentiriam mais valorizados, pois passariam a ter uma maior percepção do interesse da administração central pelos assuntos da congregação. Há congregações que ficam sem visita de pastores da matriz por anos a fio. Tal situação configura-se um verdadeiro abandono.

-A diretoria passaria a ter o acesso direto a informações que, por sua própria natureza, têm mais dificuldades de serem conhecidas pela simples supervisão à distância. Como protestantes, repudiamos totalmente o dogma da infalibilidade papal. A justificativa para tal posição é o fato de reconhecermos que até o mais santo dos homens é falho. Inclui-se no rol das possíveis falhas a tentativa de um subalterno ocultar fatos àquele a quem deve prestar contas. Infelizmente, nesses casos, a informação só chega ao órgão superior através de denúncias anônimas daqueles que se sentem injustiçados. Segue-se que, basear-se em um relatório periódico do dirigente, por mais confiável que ele seja, constitui apenas uma das vias de conhecimento da realidade da congregação. Basear-se apenas na fria análise estatística da entrada de dízimos é tratar de forma superficial o problema. É mister valher-se de outros métodos de avaliação do desempenho daquele que está no comando das ovelhas do Senhor. Na maioria das principais instituições da sociedade moderna há algum tipo de supervisão ou controle. No âmbito do judiciário, existe o sistema de correição que consiste na visita periódica de juízes, designados pela Corregedoria, a cada uma das comarcas do Estado, com o objetivo de tomarem ciência de todos os problemas internos às varas. O princípio da publicidade impede que secretários municipais e estaduais e ministros de governo  realizem algum ato administrativo sem o conhecimento de outros órgãos. Ouv-se dizer que o dono das Casas Bahia visita pessoalmente suas lojas, até anonimamente, para se certificar do bom andamento de seus negócios. Alguém poderia dizer que a Igreja não é o Judiciário, não é a Administração Pública e não é as Casas Bahia. Concordo. Não é mesmo. A Igreja é muito mais importante e merece uma supervisão mais cuidadosa e objetiva que não passe apenas pela via unilateral da auto-avaliação subjetiva do dirigente da congregação.

-Um contato mais direto com os problemas pelos quais passa o dirigente permitiria à Diretoria uma melhor avaliação da situação da congregação, possibilitando, conseqüentemente, soluções mais eficazes e um suporte mais sólido ao dirigente. A princípio a ida de membros da Diretoria à congregação parece ser uma ação incoerente de fiscalização das atividades do dirigente, pois, se o pastor presidente o colocou ali, é porque confia nele plenamente. Não deve ser entendido assim. Essa medida, na verdade, é uma forma maravilhosa de se oferecer apoio ao dirigente, que, em algumas situações, pode sentir-se isolado numa ilha de dificuldades, sem ter quem o ajude.

Quanto à segunda idéia, é inegável que a promoção de palestras, voltadas especificamente para os dirigentes das congregações e seus auxiliares, tendo em vista o aperfeiçoamento do ministério, em face dos desafios do Século 21, iria redundar em frutos abundantes: crescimento da membresia, satisfação dos membros, prosperidade financeira e outras dádivas que Deus, com certeza, quer conceder à sua igreja. Como já foi dito, são muitos os assuntos que podem ser ministrados: ética cristã, relações interpessoais, liturgia, aconselhamento pastoral, finanças, princípios básicos do Direito Civil relacionado a igrejas, etc.  Especialistas poderiam ser convidados para instruir os dirigentes através de palestras com programação predefinida. 

As maiores empresas do mundo: Microsoft, Xerox, Petrobrás, etc., promovem, regularmente, cursos de reciclagem para seus executivos. Por que os obreiros não precisam? Os pastores atuais também precisam, muito, de cursos de reciclagem que lhes permitam uma auto-avaliação e que lhe mostre novos horizontes e novos conceitos. Com certeza, o obreiro do Senhor precisa de um constante aperfeiçoamento, para o seu bem, e, principalmente, para o bem do corpo de Cristo. Sempre há espaço para se aprender alguma coisa nova e útil.

O perfil do crente atual tem exigido pastores bem preparados. As pessoas atualmente são mais instruídas, bem mais esclarecidas, tanto cultural quanto teologicamente. As necessidades também mudaram sensivelmente. O pastor que parou no tempo não têm mais condições de atender a esse tipo de crente. Ser espiritual apenas, não basta. Pedro era tão espiritual quanto Paulo, mas Paulo destacou-se como o mais importante do apóstolos justamente por causa da sua melhor formação. A própria administração da igreja exige do pastor conhecimentos básicos de contabilidade, legislação, informática, etc. 

Às vezes, em reuniões de obreiros, gasta-se um tempo precioso com frivolidades. São ótimas oportunidades para a realização de palestras instrutivas, mas infelizmente, não são aproveitadas.

CONCLUSÃO:

A situação, acima exposta, deixa claro que quando o pastor-presidente negligencia a sua obrigação de garantir a formação e designação de pastores excelentes, quem sofre é o membro comum. O trabalho constante do pastor-presidente de proporcionar aperfeiçoamento aos seus pastores e de monitorar suas atividades, certamente reduziria em muito os conflitos que surgem nas congregações.

Vive-se, atualmente, uma situação há muito profetizada pelo filósofo cristão dinamarquês Kierkegaard, o qual, em sua época, lamentou sobre a forma pela qual a religião cristã de seu país violentava o indivíduo, transformando-o em um ser despersonalizado, na grande massa disforme de seres humanos, impedindo-o de reconhecer o valor da sua própria existência, como criatura singular. É exatamente isso o que muitas igrejas estão fazendo com muitos filhos de Deus, os quais, por incrível que pareça, sentem-se, muitas vezes, solitários dentro da Casa do Senhor, abandonados por aqueles há muitos dominados por um egoísmo perverso e que estão cegos para  as desgraças alheias. 

As pessoas atualmente estão mais carentes do que nunca. Elas não querem ser apenas um número; elas querem ser um SER. Isso tudo foi causado pelo crescimento da igreja, mas ainda há tempo de reverter essa situação e adotar uma política que prime pela valorização da boa relação entre o pastor e seus membros. O pastor deve ser preparado para o membro e o membro para o pastor. O resultado, certamente, seria a valorização do pastor pelo membro e também, o reconhecimento pelo pastor, de que o membro não é apenas um estatística, mas alguém que merece todo o seu carinho e atenção.
AUTOR: CRISTIANO SANTANA
POSTADO POR: ROSEMBERG BORGES

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

A VERDADEIRA MISSÃO DA IGREJA

É PRECISO VOLTAR AS SUA ORIGENS




          Igrejas fazem parte da nossa realidade. Em muitas cidades brasileiras, há um local de reunião de alguma igreja em praticamente cada esquina. Conforme estatísticas publicadas em setembro de 2013 pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, no Brasil são registradas novas igrejas num ritmo de quase 12 por dia!


 "e perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações.
Em cada alma havia temor, e muitos prodígios e sinais eram feitos pelos apóstolos.
Todos os que criam estavam unidos e tinham tudo em comum.
E vendiam suas propriedades e bens e os repartiam por todos, segundo a necessidade de cada um.
E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam com alegria e singeleza de coração,
louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E cada dia acrescentava-lhes o Senhor os que iam sendo salvos."
 (Atos 2: 42-47)




IMAGINEM SE TODAS ESSAS IGREJAS OBEDECESSEM O QUE JESUS ORDENOU A JUDAS PARA REPARTIR COM OS POBRES TUDO O QUE RECEBESSE DE DOAÇÕES COM CERTEZA NÃO TERIA PESSOAS PASSANDO FOME NEM FRIO
  
           Por que existem igrejas? Se a resposta for baseada nas atividades das igrejas modernas, poderíamos fazer uma lista de possíveis motivos para justificar a existência das igrejas. 

IGREJA OU CLUBE SOCIAL?






        Na prática, muitas delas existem para fornecer diversão para jovens, oferecer clínicas, abrigos e academias para manter a saúde das pessoas e até mesmo ringues para lutas livres.



IGREJA RENASCER MONTA RINGUE DE VALE-TUDO EM TEMPLO PARA ATRAIR JOVENS A CULTO EM SÃO PAULO


 



           Mas longe da visão de JESUS e seus apóstolos, a igreja vem pregando um outro tipo de mensagem que não é o Evangelho de Cristo, posso chama-lo de Evangelho espúrio (Que não é certo, verdadeiro ou real; hipotético. Não legítimo; bastardo).  Infelizmente a visão "delas" é  arrecadar fundos para garantir a riqueza dos líderes e a pobreza dos fiéis, criar redes de marketing para a venda de livros, CDs, DVDs, perfumes e outros produtos.


 O COMÉRCIO NA OBRA DE DEUS



IGREJA OU EMPRESA?



PASTORES CADA VEZ MAIS RICOS



ENQUANTO AS OVELHAS CADA VEZ MAIS POBRES



             UNS VÃO PARA SUAS IGREJAS ASSIM:


AVIÃOZINHO DO BISPO MACEDO



AVIÃOZINHO DO Pr. SILAS MALAFAIA

 
Sem falar que hoje a missão que a maioria das igrejas exercem através de seu pastores que manipulam seus rebanhos  para eleger seus candidatos a posições de poder. 

CAMPANHAS POLÍTICAS 


          "Cenas como essas onde uma comissão de políticos do Partido dos Trabalhadores chegaram para um congresso realizado por jovens da Assembleia de Deus da Vila Acre, são cada vez mais comuns com a proximidade das eleições. Ano passado alguns membros da Assembleia de Deus de Cruzeiro do Sul demonstraram  algum descontentamento quando o prefeito Vagner Sales (PMDB) subiu ao púlpito (local sagrado para os evangélicos) e defendeu sua gestão com o microfone da igreja".

ESTA É A REALIDADE 




          Quando analisamos as diversas atividades praticadas em nome de religião, especificamente no contexto do “cristianismo”, percebemos que algumas coisas mudaram dramaticamente desde a época em que os apóstolos ensinavam o evangelho do reino de Deus.


           Agora, vamos abordar a questão de uma maneira diferente. Da perspectiva bíblica, por que existem igrejas? Qual foi a missão que Jesus deu aos seus seguidores quando edificou a sua igreja? Quando seus apóstolos orientavam as igrejas do primeiro século, qual foi seu foco?


Encontramos uma descrição simples no relato de Lucas sobre o trabalho da igreja que iniciou em Jerusalém no dia de Pentecostes, sete semanas depois da morte de Jesus: 

“E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações”     
         
(Atos 2:42)

Percebemos uma ênfase nas coisas espirituais e eternas, não nas atividades sociais nem na busca de benefícios materiais. Vamos observar outros fatos sobre essa missão espiritual da igreja no Novo Testamento.


Não há dúvida que a igreja do primeiro século se preocupou com as coisas espirituais. Jesus não estabeleceu um clube esportivo ou social, e ninguém tem direito de corromper a missão divina da igreja do Senhor. Devemos fazer tudo pela autoridade de Jesus.

"E, quando fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai."
                                                 (Colossenses 3:17)


        O reino de Cristo é espiritual (João 18:36) e seus seguidores são guerreiros numa batalha espiritual, usando a armadura e as armas espirituais (2 Coríntios 10:3-6; Efésios 6:10-17).


As reuniões da igreja, conforme o padrão das Escrituras, são ocasiões para louvar ao Senhor e edificar os participantes. Os santos no primeiro século oravam juntos (Atos 4:31; 1 Timóteo 2:1-2), pregavam o evangelho de Jesus (Atos 4:33), participavam da Ceia do Senhor para sempre lembrar da morte de Cristo pelos seus pecados (Atos 20:7; 1 Coríntios 11:17-34) e cantavam salmos, hinos e cânticos espirituais (Efésios 5:19; Colossenses 3:16). Além da adoração ao Senhor, as reuniões tinham o propósito de convencer os incrédulos e edificar os santos (1 Coríntios 14:24-26).


De acordo com as instruções apostólicas, os cristãos aproveitavam as reuniões do primeiro dia para ajuntar o dinheiro que seria usado no trabalho da igreja (1 Coríntios 16:1-2). O dinheiro foi empregado nas obras que Deus deu para a igreja, especialmente a divulgação do evangelho e os cuidados de cristãos necessitados. Mas o que vemos nos causam repúdios.


É OU NÃO É OUTRO EVANGELHO?



         No padrão das Escrituras, cada membro do corpo tem seu papel na edificação de todos (Efésios 4:11-16), e a igreja tem obrigação de ensinar o evangelho (1 Timóteo 3:15). Certa vez ouvi de um pastor o seguinte: "...Nem tudo que sabemos devemos passar para o povo....". Logo percebi que eu estava no lugar errado e que não fui chamado para viver um Evangelho de Falsidades. Nos cristãos temos o privilégio de divulgar a mensagem salvadora de Cristo.

 "Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego."
 (Romanos 1:16).



Enquanto a missão principal da igreja no Novo Testamento fosse espiritual, devemos observar, também, um lado material de seu trabalho. Os cristãos contribuíam seus recursos financeiros para aliviar as necessidades dos irmãos pobres (Atos 4:32-37), inclusive as viúvas que precisavam de ajuda (Atos 6:1-2).

Jesus não sacrificou sua vida para estabelecer clubes sociais, partidos políticos ou empresas voltadas ao lucro financeiro. Ele morreu para resgatar pecadores do pecado, e seus seguidores devem manter o foco na mesma missão espiritual!

VOLTEMOS AO EVANGELHO PURO DE CRISTO JESUS.


Texto de  Dennis Allan
Editado e reorganizado por 
Rosemberg Borges
Formado em Teologia pelo IBERJ
Atualmente Cursando o Bacharel em Teologia.